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GAZETA SETUBALENSE
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Cultura
Teatro do Elefante comemora 20 anos de actividade e apresenta nova criação artística
ana maria santos
2018-01-11 / 16:55
FONTE: Gazeta Setubalense
Fundado em Outubro de 1997, o Teatro do Elefante está a comemorar 20 anos de actividade, intensa e diversificada, e com mais uma criação com estreia marcada para 14 de Janeiro, na Casa da Cultura, em Setúbal. Trata-se de um espectáculo com base no conto “O Lagarto”, de José Saramago, com interpretações de Fernando Casaca e Mário Lobo.

No decorrer de 2018 o Teatro do Elefante irá assinalar os seus 20 anos de existência, muito embora “sem nada de específico, a não ser sempre este assinalar, em cada espectáculo, este período de actividade”, tal como referiu ao jornal Gazeta Setubalense o director, e fundados, Fernando Casaca.

Aliás, o recente alargamento estatutário do âmbito da actividade, de cooperativa cultural para multisectorial é o último passo dado em direcção ao futuro, uma vez que irá permitir, segundo refere Fernando Casaca, que, e muito embora já tenhamos trabalhado no âmbito do desenvolvimento social e na internacionalização, passamos também, em termos de estatutos, a ter essas duas áreas que são importantes, entre outras razões, para podermos aceder  a apoios, nacionais e internacionais”.

Com um espaço disponível no bairro 2 de Abril (no ex-posto de saúde), Fernando Casaca dá conta das dificuldades por que tem passado para poder arrancar com as actividades que ali pretende levar acabo, uma vez que “não temos tido acesso a apoios que permitam levar por diante os projectos. Estamos, aliás, a aguardar resposta a uma candidatura, que apresentámos na Segurança Social, para levar por diante uma dessas ‘meninas dos nossos olhos’”, projectos esses que passam, não só pela apresentação nacional, também pela internacionalização.

Para já e para 2018, o Teatro do Elefante tem agendadas deslocações ao Sri Lanka e a Florianópolis, em Santa Catarina,  Brasil, sendo que esta será a segunda vez que regressam aquele país, “onde já temos parcerias concretizadas, que temos mantido e alargado, com pessoas de várias disciplinas artísticas. Começámos pelo teatro e, actualmente, com um grupo de músicos, que também já cá estiveram, no âmbito de uma colaboração bilateral”, sublinha Fernando Casaca.

Neste momento, Fernando Casaca e Mário Lobo preparam-se para estrear, a 14 de Janeiro, às 16 horas, na Casa da Cultura, a criação artística com base no conto de José Saramago, “O Lagarto”, uma história de fadas (que nunca aparecem no decorrer da mesma), que nos conta o repentino aparecimento de um lagarto no Chiado e o pavor que o mesmo provoca nos cidadãos.

Para combater o animal, é chamada a Força Aérea, a Polícia e o Exército, num clima de pânico e confusão. No entanto, o lagarto, por intervenção das tais fadas invisiveís, mas sempre presentes ao longo da história, transforma-se em flor, depois em pássaro e, tão repentinamente quanto surgiu, levanta voo e desaparece...

A peça, que é complementada com efeitos multimédia e outros adereços, é apresentada, pelos dois actores, de forma bastante divertida sendo, segundo Fernando Casaca,  um espectáculo para todas as idades, que será apresentado em vários outros locais, quer do distrito, quer a nível nacional e internacional, tal como na Fundação José Saramago e no Sri Lanka.

Relativamente ao balanço que o fundador do Teatro do Elefante faz sobre os últimos 20 anos, o mesmo é “gratificante, com altos e baixos, com as dificuldades que se têm vivido, nomeadamente no país, temos conseguido sempre trabalhar, não desistimos e temos tido apoios locais que são fundamentais. O grande desafio é fazer com que, a nível governamental, se mudem as politicas e as ideias sobre este sector cultural e estou confiante que as mentalidades estão a mudar, está é a demorar em ver resultados”.

No entanto, frisa Fernando Casaca, a nível local “temos tido o crescimento e desenvolvimento de apoios, e não só financeiros, e hoje existe uma outra perspectiva sobre esta actividade, como factor essencial para o desenvolvimento humano e da cidade, em termos sociais. Na verdade, o teatro e as artes são factores de coesão, não só de dignificação e valorização das pessoas e é fácil juntar pessoas em volta da arte e isso é umportantissimo, como factores de identificação de uma comunidade”.

Em termos futuros, o alargamento a outros sectores, nomeadamente a nível social, a partilha e a aprendizagem contínua, o desenvolvimento de formação, nomeadamente com as comunidades de bairro, um mega espectáculo, de rua, com carros alegóricos, sobre sereias (possivelmente a estrear já no próximo Verão), o projecto “Rua de Brincar”, a decorrer nos espaços verdes do concelho e a continuação do Festival “Tá na Rua”, com a participação de companhias teatrais de outros países, este ano com a co-produção de espectáculos, são alguns dos muitos projectos futuros a concretizar e que demonstram o longo caminho que o Teatro do Elefante ainda tem para percorrer e que nos garantem, a nós público, a continuação da qualidade, e criatividade, a que já nos habituaram.

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