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GAZETA SETUBALENSE
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Economia
Organização Concelhia de Setúbal do PCP exige aplicação de tarifário metropolitano na travessia fluvial entre Setúbal e Tróia
ana maria santos
2019-03-30 / 00:39
FONTE: Atlantic Ferrys
Comunicado do O executivo da Comissão Concelhia de Setúbal do PCP divulgou ontem, 29 de Março, em comunicado de imprensa, a exigência de que seja aplicado, na ligação fluvial entre Setúbal e Tróia, o mesmo tarifário metropolitano, em vigor a partir de dia 1 de Abril.

Segundo o comunicado, ontem emitido, pela Comissão Concelhia de Setúbal do PCP e “perante a confirmação de que o passe para a travessia fluvial entre Setúbal e Tróia não verá o seu preço alterado e que, a partir do dia 1 de Abril, atravessar o Sado em transporte público fluvial irá custar quase o dobro do passe metropolitano que permitirá circular por toda a Área Metropolitana de Lisboa, utilizando diversos meios de transporte público, incluindo a travessia fluvial do Tejo”, aquele executivo do PCP assume, publicamente, que “os preços praticados pela Atlantic Ferries – empresa do Grupo Sonae Capital (igualmente detentora da Troiaresort), confirmam a análise que o PCP fez quando, em 2007, foi feita a concessão, por 15 anos, do transporte fluvial no Sado, entre Setúbal e Tróia: a APSS – Administração do Porto de Setúbal e Sesimbra, na qualidade de concedente”, não tendo, na ocasião, acautelado o “interesse público e as garantias necessárias à prestação de um serviço público de qualidade, sustentável e economicamente acessível”.

No mesmo comunicado é ainda referido que “em nove anos, o preço do passe normal de passageiros aumentou 97,5 por cento, muito acima da inflação,.atingindo hoje os 79 euros por mês”, bem como o bilhete normal, Setúbal – Tróia, “custa 7,20 euros, sendo possível comprá-lo por 6,12 euros, em 10 bilhetes pré-comprados” sendo, segundo a referida Comissão “imperativo proceder a uma redução tarifária que equipare os preços da travessia Setúbal-Tróia aos preços praticados na Área Metropolitana de Lisboa”.

Ainda no mesmo comunicado, a Concelhia de Setúbal lembra que “a mobilidade das populações entre Setúbal e Tróia está fortemente condicionada por esta prática de preços abusivos que decorre de uma opção de utilizar o que deveria ser um serviço público de transporte fluvial entre as margens do Sado, como um instrumento de controlo de acesso às praias e de obsctáculo à mobilidade dos utentes, com o Grupo Sonae a querer manter uma certa exclusividade nas praias próximas ao empreendimento turístico da Troiaresort, através de uma clara discriminação social operada em função do poder económico que cada um dispõe para fazer face aos preços praticados”.

“Como a realidade tem demonstrado”, pode ler-se no referido comunicado, “esta concessão limitou-se a proteger o Grupo Sonae que a utiliza em função dos seus interesses, limitando o acesso das populações de Setúbal à praia por via do preço, garantindo o transporte de mão-de-obra para os seus empreendimentos turísticos, facilitando as excursões a Setúbal de grupos de turistas alojados no empreendimento, garantindo os acessos ao Casino de Tróia”.

Aliás, refere a Comissão Concelhia de Setúbal do PCP, se mais provas fossem necessárias da “total ausência de critérios de serviço público, a verificação de que, em 2019, a Atlantic Ferries acabou com os bilhetes mais baratos para crianças e idosos seria suficiente para demonstrar o carácter e os objectivos do serviço prestado. Este exemplo, à semelhança de outros, demonstra bem porque é que a travessia do Sado, entre Setúbal e Tróia, devia ser um serviço prestado por empresa do sector público que tenha como missão a satisfação do interesse público e não esteja capturado por interesses privados”.

O mesmo comunicado termina com o regozio pela “concretização das medidas há muito defendidas e propostas pelo PCP em torno do Passe Social Único, com particular impacto na Área Metropolitana de Lisboa e, em particular, na vida dos setubalenses que diariamente se deslocam em transportes públicos”, e, sublinha, não poder aceitar que a travessia do rio Sado “fique de fora deste processo. Continuamos a exigir que a concessão dos transportes fluviais entre Setúbal e Tróia confirme o seu carácter de serviço público e de instrumento de desenvolvimento das duas margens do rio”, reafirmando que “a ideia central de que o transporte público fluvial não pode dificultar a mobilidade dos utentes e ser uma barreira de acesso das populações de Setúbal às praias de Tróia”, fecto pelo qual, insiste aquela Comissão, e em perspectiva, “que parte da receita obtida com o jogo, no Casino de Tróia, deveria contribuir para a subsidiação do preço da travessia, promovendo a coesão territorial e a universalidade do acesso ao transporte fluvial entre Setúbal e Tróia”

A Concelhia de Setúbal do PCP reafirma “aos utentes e às populações do concelho” que podem continuar a contar com aquele partido para “esta luta e procurar encontrar soluções para que esta concessão cumpra, efectivamente, os seus propósitos e esteja ao serviço da comunidade e não dos interesses de um grupo económico”.

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