Secções

Opinião Sociedade Economia Política Região Turismo Cultura Desporto País Especiais Emprego Tecnologia Saúde Ambiente Inovação Internacional Cartaz Directório Mundo Entrevista Exclusivo Editorial

Directório

Adicionar Entidade 

Sobre

Termos e Condições Privacidade e Cookies Acordo Ortográfico Regras da Comunidade Ficha Técnica Estatuto Editorial Contactos

Siga-nos

Facebook Twitter
Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form
Pesquisar
GAZETA SETUBALENSE
A informação na hora certa.
Economia
Produção de arroz preocupa presidente da Câmara de Alcácer do Sal
ana maria santos
2018-02-01 / 18:44
FONTE: Agrotec

Empenhado em lutar pelos produtores e pela produção de arroz no concelho, severamente ameaçada pela seca que se vive no país, o presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Vítor Proença, reuniu ontem, 31 de Janeiro, com o ministro da Agricultura, Capoulas Santos. A acompanhar o presidente estiveram representantes da Associação de Regantes, Associação de Agricultores de Alcácer, Aparroz e Soprasado.

Na reunião foi exposta a situação de seca e os riscos bem presentes de não se conseguir produzir arroz em 2018, uma vez que os canteiros começam a encher no final de Abril/ início de Maio e a barragem de Vale do Gaio só dispõe de 12 por cento de água e a do Pego do Altar de 9 por cento, s endo que o concelho de Alcácer representa 30 por cento da produção nacional.

Na impossibilidade de produzir arroz, os solos da região, demasiado salinizados, inviabilizam a opção por culturas alternativas com mínimos aceitáveis ou qualquer rendimento pelo que, a não produção de arroz causaria ainda um prejuízo de 12 mil milhões de euros ao país (que teria de proceder à importação do mesmo), que se faria sentir particularmente na região, nomeadamente na manutenção dos postos de trabalho daquelas associações.

Assim, uma das soluções a curto-prazo solicitada pela comitiva foi a redução do custo da importação da água de Alqueva, ao que o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, respondeu que não consegue, nem tem capacidade para o diminuir.

Em nota de imprensa, a a autarquia de Alcácer do Sal dá conta que o custo da água “tem um peso de 15 por cento nos factores de produção de arroz” e que “trazer a mesma de Alqueva aumenta esta percentagem para 65, o que é incomportável”.  Dessa forma, a comitiva propôs que a água de Alqueva “seja conduzida às barragens de Vale do Gaio e Pego do Altar”, o que, garantem, “é tecnicamente possível”.

Na mesma reunião foi ainda abordada a possibilidade de “criação de mais duas barragens, que chegaram a estar projectadas e que permitiriam aproveitar água que não está a ser devidamente usufruída”, assim como a água do Sado “que se poderia aproveitar, convertendo-se em água doce”, avançou a comitiva, salientando que “se teriam de construir diques onde se separaria a água do seu sal”.

No sentido mais imediato, o ministro “comprometeu-se a explorar todos os mecanismos que o Estado prevê, e permite,  em situações de seca severa e que não passam por decisões da União Europeia”, ao que os agricultores pediram, para os apoiar nos “prejuízos incalculáveis que vão ter, que sejam accionadas linhas de crédito bonificadas, que não estão a ser disponibilizadas aos produtores do vale do Sado”.

O presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Vítor Proença, muito preocupado com a situação, informou que vai solicitar uma reunião ao ministro do Ambiente e que vai continuar a dedicar-se a tentar encontrar soluções a médio-prazo e também medidas que minimizem os prejuízos para aqueles produtores.

Partilhe
ver mais