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GAZETA SETUBALENSE
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Economia
Setúbal: Candidatura para Estação Intermodal apresentada até final deste mês
ana maria santos
2017-05-25 / 01:06
FONTE: SMCI/CMS
A candidatura para a construção da Estação Intermodal de Setúbal, a criar na Praça do Brasil, vai ser apresentada até final deste mês, anunciou ontem, dia 24, o vereador André Martins, na reunião pública ordinária da Câmara Municipal de Setúbal. Segundo o vereador, a referida candidatura apresenta “todos os requisitos para ser vencedora”. A proposta foi aprovada por unanimidade.

Concentrar, na área da Praça do Brasil, uma estação de ligação entre os transportes ferroviários, rodoviários expresso e ligação aos transportes urbanos é a base da candidatura, a apresentar até final deste mês, uma obra que, sublinhou André Martins, “já tínhamos anunciado há algum tempo e que possibilitou a actualização da candidatura para esta estação rodoviária fazendo um interface entre os transportes rodoviários e ferroviários”.

Segundo aquele vereador, o projecto de execução “está concluído e a candidatura obedece a todos os critérios que foram estabelecidos para que esta seja uma candidatura vencedora”, salientando que o investimento a ser feito, “na ordem dos dois milhões e 410 mil euros em termos globais, implica um investimento, por parte da Câmara Municipal, por antecipação, de 1,250 mil euros”, através do qual se cria “uma nova estação rodoviária, principalmente, para os transportes que fazem ligação intermunicipal, regional e nacional, estamos a falar dos designados expressos, permitindo que, junto à Praça do Brasil, nomeadamente naquela avenida, se possam estabelecer as áreas de paragem para deixar e apanhar passageiros”, concentrando naquela zona da cidade “um serviço que favorece, consideravelmente, quem utiliza os dois meios de transporte, bem como para quem utiliza os transportes urbanos que irão passar a circular naquela área da avenida Portela/Praça do Brasil”.

Segundo os projectos desenvolvidos e os estudos elaborados, “vamos permitir um forte descongestionamento de toda a área do centro histórico que é, neste momento, a área da avenida 5 de Outubro mas, também, das vias rodoviárias, urbanas e suburbanas, que se dirigem todas para aquela área”.

Ainda segundo o estudo realizado, o mesmo aponta que a opção Praça do Brasil, “com a entrada das redes expresso em Setúbal e a circulação em vias com capacidade para não causar qualquer constrangimento, a partir da circulação entre a rotunda da Tebaida, avenida dos Ciprestes (futura estação intermodal e ligação com a auto estrada), será a forma que irá beneficiar, extremamente, a circulação rodoviária uma vez que irá retirar, do centro da cidade, dezenas de autocarros”, referiu André Martins adiantando que, a nova centralidade de transporte irá, naturalmente, “beneficiar a qualidade de vida dos cidadãos e incentivar muitos setubalenses a optar pelos transportes públicos, dadas as facilidades que, com este procedimento, se criam”, pelo que, considera, “este é um grande projecto para a cidade” para além de que, e do ponto de vista da qualidade de vida dos cidadãos, “retira-se de toda a envolvente da 5 de Outubro, em que todos os passeios estão ocupados, diariamente, entre as 6 horas e as 19, 19.30 horas, a carga ocupacional que impedem a circulação, diária, dos peões pelas vias normais de circulação no bairro Salgado e ruas limítrofes”, facto pelo qual classificou a candidatura a apresentar como um investimento que “melhora a qualidade de vida e o bem-estar das populações”.

O investimento, adiantou ainda o vereador da autarquia sadina, responsável pelo pelouro de Urbanismo, engloba ainda, e para além da estação rodoviária “a construção de um parque de estacionamento subterrâneo, com capacidade superior a 120 carros, com base num estudo realizado de viabilidade económica para este investimento tendo em conta os custos que o Infraestrutruras de Portugal (IP) considerou serem os mínimos para este projecto”. No mesmo estudo prevê-se que o retorno se concretizará aos 43 anos pelo que, e sendo a cedência por 50 anos, quer dizer que a Câmara tendo em conta os custos da manutenção e conservação, bem como as receitas a ter, da gestão por parte da entidade que ganhe o concurso das carreiras expresso”, terá o retorno sem prejuízo da verba aplicada.

Do projecto faz ainda parte o parqueamento, a sona de estar (sala de espera) para os utentes e a bilheteira, já existente, para a cobrança de parqueamento futuro intermodal.

Perante a apresentação daquela proposta, Luís Rodrigues, da bancada do PSD, referiu ser a mesma “uma proposta realista a qual”, disse, “sempre defendi”. No entanto, questionou a maioria autárquica sobre a solução apresentada, considerando que “a rede de transportes actual, considerando o enquadramento urbanístico, considerando as necessidades e as capacidades, esta é será a solução para alguns dos problemas existentes”, mas, “a minha pergunta para esta maioria, que continua a insistir na mesma coisa e uma vez que esta proposta é sobre um terminal rodo/ferroviário, é sobre o que pensam sobre a proposta, irrealista, do tal terminal, nas Fontaínhas, rodo/ferro/fluvial o que só poderia ser se fosse parcial e não “o” grande terminal, uma vez que falta lá uma das componentes mais importantes que é ter a ligação ferroviária, em pleno, junto ao rio”.

Também Carlos Lopes, do Partido Socialista, considerou aquela uma proposta pacífica, “no sentido da aprovação por unanimidade de todos os partidos”, uma vez que, “está é uma proposta que desde há muito é defendida quanto ao alargamento da estação para rodo/ferroviária”, facto pelo qual não a considerou uma “questões política de maior”.

No entanto, pretendeu esclarecimentos sobre o destino a ser dado ao terminal, actual, da avenida 5 de Outubro, sugerindo que o mesmo seria “o sítio ideal um silo auto com dimensões para poder servir toda a baixa comercial”, muito embora, como referiu, “já tenhamos ouvimos falar em tempos de um espaço comercial para o mesmo local”. Outra questão levantada por Carlos Lopes foi a questão do planeamento para os estacionamentos, actuais, da estação ferroviária da Praça do Brasil, lateral direita e cimeira da mesma.

Em resposta, André Martins explicou que, relativamente ao terminal da 5 de Outubro, “quem tem a concessão dos expressos está no final da concessão e não sabemos quem irá ganhar a mesma”. Mesmo assim, adiantou, “contactámos todas as entidades, transmitimos à actual empresa o que iriamos fazer, foi-nos pedido para enviar pormenores do projecto que estávamos a elabora. Envia-mos todas as explicações e, até ao momento, sem qualquer resposta”, sublinhou o vereador que, adiantou, “desde logo ficámos disponíveis para propostas relativamente ao uso a ser dado para o actual terminal, fosse ele enquanto espaço comercial ou para estacionamento”.

Sublinhando que “todos os critérios estão cumpridos a partir de agora” e que “voltaremos a contactar essa empresa para chamar a atenção que estamos disponíveis para considerar qualquer solução que considerem, do ponto de vista económico e financeiro”.

No entanto, deixou a certeza de que, “no dia em o terminal estiver pronto a funcionar na Praça do Brasil, os autocarros expresso irão deixar de circular pela baixa da cidade e isto será ponderado, certamente, pela empresa”.

Relativamente ao estacionamento, André Martins referiu que será o próprio IP a defender “todos os interesses do património que tem sob a sua jurisdição. A questão que é aqui colocada é que com a revisão do PDM, ou outro instrumento do planeamento, se possa considerar atribuir outros usos aquelas áreas, tanto para a Refer como para a cidade”.

A obra, após aprovação, será concluída no espaço não superior a dois anos e irá alterar, significativamente, a realidade actual de circulação na cidade.

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