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GAZETA SETUBALENSE
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Entrevista
Áurea: “Cada vez gosto mais deste tipo de concertos”
ana maria santos
2017-02-15 / 11:09
FONTE: Beauty4Us
A reunir material para um novo disco, Áurea apresentou ontem à noite, em Setúbal, o seu último trabalho “Restart”. A cantora, natural de Santiago do Cacém, diz estar preparada para novos desafios.

Em pleno Dia dos Namorados, a cantora trouxe a Setúbal a sua sonoridade muito própria, num formato mais intimista e acústico e que permite uma maior proximidade do público. A artista considera-se uma pessoa mais madura e disponível para novos desafios musicais, numa altura em que já prepara um novo álbum… mas “sem pressas”.


Gazeta Setubalense: A Áurea já tinha estado em Setúbal antes mas com este formato é a primeira vez. Concerto esgotado, dia dos Namorados… Qual a expetativa?

Áurea: Este concerto tem um formato completamente diferente, um pouco mais intimista, mais calmo. Não sei se tem a ver com a idade, ou com o passar dos anos, cada vez gosto mais de fazer este tipo de concertos. Porque realmente a comunicação com o público é completamente diferente, mais próximo para quem esta a ver e a ouvir o concerto. Eu espero que as pessoas gostem, que se divirtam e que consigam entrar no espirito do concerto.

G.S.:O espaço também é adequado…

A: Claro que sim. As salas mais pequeninas são perfeitas.

G.S.: Essa procura por um som mais acústico está de alguma forma relacionado com o ultimo álbum que lançou?

A:Vamos lá a ver…eu gosto sempre de fazer o formato normal, ao ar livre, que tem mais músicos, os arranjos são diferentes, é um concerto mais animado, que exige mais energia de todos nós. Por outro lado, gosto de contrabalançar e de fazer este formato mais reduzido, com menos músicos e arranjos diferentes também. À semelhança de como fazia as tertúlias em casa, com os meus pais e a minha família, onde cantávamos todos.

G.S.: Um ambiente mais familiar…

A: Sim, sim … e também nesta altura de inverno onde não há tantas feiras, tanto movimento ao nível de concertos de rua, nós podermos ter a oportunidade de fazer estes concertos mais pequenos em que o alinhamento também é diferente, as músicas são outras e de poder continuar a tocar o meu reportório ao vivo e poder estar com o público à mesma.

G.S.: E para o concerto de hoje tem algum artista convidado?

A: Não, não… hoje não há surpresas.

G.S.: Mas esteve a ensaiar músicas de outros artistas …

A: (Risos) Pois, quando nós gostamos do que fazemos, de música, aproveitamos os ensaios de som para cantarmos tudo e mais alguma coisa e vamos buscar músicas antigas e novas.

G.S.: Então quer dizer que não vamos ouvir versões da Áurea com músicas de outros artistas?

A: Não, em princípio não … quer dizer (risos) não se sabe, ninguém sabe. Pode acontecer…. Quer dizer, nós não podemos improvisar a esse ponto, porque os músicos têm que saber as musicas e estão previamente avisados mas por vezes pode acontecer um improviso… Por exemplo, no último concerto um dos músicos não sabia que íamos tocar uma determinada música, sabiam todos menos um dos músicos e ele ficou em pânico (risos)… Mas por outro lado, esse tipo de improviso dá uma certa dinâmica ao concerto. Somos quase família e por isso por vezes brincamos com essas situações, mas é óbvio que não faço nada que possa pôr em causa o trabalho dos músicos ou o meu, Portanto, acaba por ser uma forma saudável de brincar.

G.S.: O último álbum tem o nome de Restart… é um recomeço? Em que sentido é que este álbum é diferente do anterior?

A: A principal diferença, eu acho, é terem passado quatro anos. Ter amadurecido com tudo o que aconteceu nesses quatro anos. Foram quatro anos difíceis da minha vida, acho que foram os mais difíceis. Aprendi muita coisa... Quando ouvimos este Restart a interpretação é completamente diferente dos dois discos anteriores, do Áurea e do Soul Notes. Até mesmo a forma de cantar, a forma como expresso as letras e as músicas é diferente e acho que se nota essa maturidade.

G.S.: E em relação a outros géneros de músicas existe esse interesse?

A: Um das coisas maravilhosas da música é a possibilidade de sermos livres para podermos fazer aquilo que queremos e quando o devemos fazer. Quando me perguntam porque é que não canto fado ou em português, por exemplo, a minha reação é de não fechar as portas a absolutamente nada. É óbvio que os anos vão continuar a passar e eu vou continuar a amadurecer e a fazer coisas diferentes e a evoluir. Além disso gosto cada vez mais de desafios e de mudanças. Antigamente receava muito as mudanças, era muito resistente à mudança e neste momento da minha vida estou preparada para fazer coisas diferentes, faz-nos bem…

G.S.: Recentemente esteve envolvida no projeto de tributo a David Bowie, com uma sonoridade diferente. Como correu o desafio?

A: Sim é completamente diferente. O desafio foi proposto pelo David Fonseca e eu fiquei muito contente, foi uma honra poder fazer parte deste disco de tributo ao David Bowie e o Starman ter sido o primeiro single do disco. É muito mérito do David Fonseca que fez um trabalho maravilhoso de adaptação das letras. Ele produziu o disco, gravou todos os instrumentos, trabalhou com todos os artistas. Um trabalho muito exaustivo, mas que resultou de uma forma magnífica. O disco vai sair dia 17 deste mês e tem várias versões com artistas portugueses de áreas muito diferentes da música e que deixaram a sua forma muito própria de interpretação nas músicas.

G.S.: E em relação a projetos futuros?

A: Ainda não há nada em concreto, contudo como pessoas que gostam de criar, la está, eu e os meus músicos já estamos a começar a ver coisas novas, a reunir material para um próximo disco, sem data marcada para sair, sem pressas, sem pressões. Além disso, tenho uma agenda cheia de concertos este ano. Vou parar muito pouco tempo em casa mas agradeço ao público essa oportunidade.

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