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GAZETA SETUBALENSE
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Entrevista
Fernando Oliveira: “Estou muito à vontade para pedir aos sócios que votem em mim”
ana maria santos
2017-03-22 / 16:56
FONTE: Renascença
«Eu retirei o Vitória do abismo e relancei-o numa recuperação que eu considero fantástica. Mas já o fiz por duas vezes, não foi agora a primeira vez. Portanto, estou muito à vontade para pedir aos sócios que, se querem ver o Vitória recuperado na sua totalidade, votem em mim.»

Fernando Oliveira, atual presidente do Vitória Futebol Clube e candidato da Lista A às eleições de dia 24 de Março, esteve hoje à conversa com a Gazeta Setubalense, onde nos falou dos seus projetos e ambições para o próximo mandato, caso seja eleito.


Gazeta Setubalense: Os adeptos são uma parte fundamental do clube. O Vitória, este ano, tem feito uma boa temporada, tem muitos jogos ao fim de semana às 16 horas, mas mesmo assim, os setubalenses não comparecem no estádio. Como trazer mais adeptos até ao Bonfim?

Fernando Oliveira: Nós temos feito tudo para que os sócios compareçam em maior número possível, inclusive, baixamos o valor dos bilhetes, para ser mais acessível. Nós percebemos e conhecemos a situação financeira dos portugueses em geral, não é a melhor e a cidade de Setúbal é uma cidade que atravessou crises complicadas e isso reflete-se nos bolsos das pessoas. Agora, também temos de ir ao encontro deles em iniciativas, temos que levar os jogadores mais vezes às escolas, que é fundamental. Temos feito algumas diligências nesse sentido e estou convicto que, se os filhos quiserem vir aos jogos, acarretam os pais e depois começa, naturalmente, a criar-se uma habituação muito boa e as assistências tornam-se maiores e mais consistentes. Também temos que lhes proporcionar bons espetáculos, é tradicional, os setubalenses e os vitorianos em especial, gostam de bom futebol e, naturalmente, temos visto aqui ao longo desta época, alguns jogos que correram menos bem e a equipa saiu aplaudida. Nós vimos, no jogo da meia final da taça da liga, foi uma romaria autentica de setubalenses no Algarve, o que quer dizer que, desde que se lhes proporcione bons espétaculos, boas classificações e bom ambiente, as pessoas voltam. E nós vamos fazer tudo para que isso aconteça.

G.S.: Como tenciona avançar com a construção da Academia que prometeu e com que fundos o irá fazer?

F.O.: Hoje vai se iniciar a limpeza do terreno. O projeto está numa fase embrionária, ou seja, a primeira coisa que fizemos foi pedir uma viabilidade à Camâra para saber se podiamos implantar, naquele terreno, aquela instalação. A Camâra aprovou a viabilidade, deu-nos luz verde para avançar e nós entregamos a um gabinete o projeto e a execução do mesmo. Quando o projeto estiver concluído, iremos entrega-lo na Camâra para a sua formalização e a partir dali vai se iniciar a construção. Claro que, entretanto, nós já estamos a fazer diligências no sentido de arranjarmos uma parceria, ou não, para a contrução do mesmo.

G.S.: E se o projeto for para a frente e a Academia for realmente criada, é importante manter os empréstimos de jogadores provenientes dos três grandes, Benfica, Porto e Sporting, ou a Academia pretende diminuir ou até mesmo acabar com esses empréstimos?

F.O.: Claro que nós, com uma Academia, vamos ter melhores condições. E ter melhores condições significa que, nós agora temos cinco, ou seis, ou sete jogadores jovens a lançarem-se na primeira equipa e passamos a ter muitos mais. Com melhores condições temos, obrigatoriamente que ter mais jogadores para lançar, mas isso não significa que vamos fazer àgua rasa aos jogadores que temos vindo a receber emprestados de clubes grande, nós não rejeitamos isso, até porque eles, se forem mais valias, também valorizam a equipa e os outros jogadores. Posso-lhe dizer que nós, esta época, já tivemos seis jogadores das equipas grandes e temos já alguns jogadores nossos referênciados por outras equipas para se transferirem. Portanto, isto significa que estes jogadores emprestados também ajudaram a valoriza-los e, obviamente, nós  não iremos prescindir deles num curto-médio prazo.

G.S.: Em relação à contrução de uma equipa sólida e estável, que possa vir a ser, eventualmente, um Vitória Europeu, é importante a permanênica do mesmo treinador. A renovação de José Couceiro é uma hipótese ou ainda não pensou nisso?

F.O: O nosso projeto engloba, exatamente, a pretensão que nós temos que Couceiro fique aqui por mais tempo. Mas não é só o Couceiro, é ele e a sua equipa técnica, que se completam muitíssimo bem, e temos de valorizar todos os elementos técnicos.

G.S.: Gostaria que falasse acerca das modalidades, das condições oferecidas e da possibilidade de criação de novas modalidades. Acha possível?

F.O.: Nós já tivemos 16 modalidades, penso eu. As modalidades são, no Vitória de Setúbal, tal como na maioria dos clubes, uma particularidade. As modalidades têm uma autonomia absoluta. Não é o futebol profissional que se vai imiscuir nas modalidades. Eles dirigem a sua modalidade com autonomia absoluta, a única coisa, que não é pouca, que nós lhes damos é a água, luz, roupeiros, pessoas que tratam das limpezas e as instalações. Posso-lhe dizer que, nestes sete, oito anos, que estamos aqui, o Vitória já pagou, em processos e tribunal 420 mil euros. E isto é tão verdade que, se perguntar ao outro candidato, ao candidato que é treinador de andebol, que também tinha salários em atraso, foi-lhe pago 24 mil euros. Ele meteu um processo em tribunal contra o Vitória de Setúbal e nós tivemos que pagar. Não foi a secção que pagou, foi o Vitória Futebol Clube que pagou ao Sr. António Santos este dinheiro.

G.S.: O que podem os vitorianos esperar de diferente neste mandato, em relação ao anterior?

F.O.: Temos outras pretensões, logicamente. Em anos anteriores a recuperação financeira era o mais importante. O Vitória estava sempre a ser massacrado com os ordenados em atraso, os jogadores sentiam-se incomodados e, mais ainda, a maioria dos jogadores com algum valor não vinham para o Vitória, não queriam jogar aqui. Felizmente recuperámos esse crédito e neste momento temos muita oferta de jogadores e muitos jogadores a quererem vir para o Vitória. Isto significa que a equipa vai ser muito melhor, porque, efetivamente, temos mais capacidade de resposta para as aquisições.

G.S.: Quais as razões que apresenta para os sócios votarem na sua lista?

F.O.: Aquilo que eu prometo, cumpro. Aquilo que eu prometi quando o Vitória estava a cair no abismo, eu retirei o Vitória do abismo e relancei-o numa recuperação que eu considero fanástica. Mas eu já o fiz por duas vezes, não foi agora a primeira vez. Portanto, estou muito à vontade para pedir aos sócios que, se querem ver o Vitória recuperado na sua totalidade, votem em mim.

G.S.: O que espera que mude depois de dia 24?

F.O.: Há uma coisa que nós temos: ambição. Quero que mude e que os sócios acreditem e tenham ambição de nos acompanhar, porque os sócios são uma pedra fundamental do clube. Espero que eles ajudem a que o clube tenha realmente ambições e consiga os seus objetivos, que são lutar pelos lugares meios da tabela.


Joana Libertador

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