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GAZETA SETUBALENSE
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Entrevista
Vítor Hugo Valente, candidato à presidência do VFC: “Não prometemos nada que não possamos fazer”
ana maria santos
2017-03-17 / 22:06
FONTE: Sapo
“Quem entender que estamos em tempo de mudança, tem aqui uma alternativa credível, com pessoas que garantem credibilidade e competência e em quem podem ter confiança.”

Vítor Hugo Valente, advogado de 56 anos e sócio número 1.605 do Vitória Futebol Clube, é um dos candidatos à liderança do clube sadino, em oposição ao atual presidente, Fernando Oliveira, e o treinador da equipa sénior de andebol, António Santos. O candidato da Lista C, já havia integrado a equipa diretiva de Fernando Oliveira entre 2009 e 2012. Desta vez, decidiu avançar com uma candidatura, tendo feito a apresentação da mesma, bem como a dos planos e objetivos, no passado sábado, no Auditório Charlot, após o jogo do Vitória com o Feirense.

Do discurso, na ocasião, feito por Vítor Hugo Valente, destacaram-se alguns pontos e a Gazeta Setubalense teve a oportunidade de os discutir com o candidato numa pequena entrevista.


Gazeta Setubalense: Na sua apresentação no passado sábado, falou da recuperação dos terrenos e na modernização do Estádio do Bonfim. É de facto muito importante que tal aconteça, mas sabendo das atuais condições económicas do Vitória, como é que tenciona fazê-lo?

Vítor Hugo Valente: Nas medidas que apresentámos, há uma medida bandeira que está indentificada no programa como “Património”, mas refere-se não ao estádio e às estrutas físicas, mas a outra questão, que é importante no Vitória. O Vitória não é proprietário pleno dos terrenos e, eu proponho, em parceria com a Camâra Municipal de Setúbal, resolver isso e devolver os terrenos aos vitorianos. O estádio, efetivamente é como diz, mas nós sabemos das condições financeiras do Vitória, sabemos com o que contamos e somos realistas e é o que nós prometemos aos sócios. Não prometemos nada que não possamos fazer, nem criamos ilusões. Não vendemos esses discursos. O que sabemos, e vamos executar imediatamente, para além, como é dito no nosso programa, das pinturas interiores e exteriores, vamos fazer uma remodelação global das casas de banho e também dos bares, fazendo pela primeira vez no espaço maior de bar que existe no estádio o Vitória Café – um espaço grande -, em permanência, abrir não só durante os jogos, remodelado, moderno, com todas as condições de serviço, mas aberto aos vitorianos e ao público…. Aquele é um espaço para os adeptos do Vitória estarem durante o dia, ler os jornais, ver televisão, ver os jogos do Vitória fora, uma coisa moderna, com conforto e destinada a que seja um espaço dos vitorianos. Para além disto, sabemos que podemos ir mais além, mas primeiro temos de averiguar as questões técnicas de execução da respetiva, ou respetivas, obras que venham a ser possíveis de fazer e depois, obviamente, teremos que ajustar recursos às mesmas, caso as venhamos a realizar.


G.S: Outra das coisas que falou foi acerca do plantel. A aposta na formação é fundamental em clubes como o Vitória e, o Vítor, comprometeu-se em fazê-lo, mas falou também em jogadores de referência. De que tipo de jogadores estamos a falar?

V.H.V.: Falo de jogadores mais experientes porque a nossa aposta na formação é o ponto um da nossa política desportiva. Nós decidimos, como primeira medida, dessa política desportiva, setor formação, profissionalizar a função do Coordenador. Não tem nada a ver, como dizem por aí, e isto é um destaque: Nós não pomos em causa a pessoa que está, que é histórica no Vitória, que é o senhor Fernando Tomé, poque este não tem estas funções, como alguém já disse. Nós não o vamos substituir, ele tem outras funções. Ele para nós pertence e ficará sempre no Vitória. Ele é diretor técnico e nós temos um coordenador profissional, que é o Carlos Chaby. Iremos apostar fortemente na implementação de uma política desportiva que tenha em vista, obviamente, uma ligação permanente com o futebol profissional. Os nossos jogadores terminam a parte da sua formação quando chegam ao último escalão que é o de Júniores A. Depois disso um ou outro integram o plantel e os restantes vão-se perdendo. Nós queremos completar o escalão seguinte da sua formação encontrando - já que não podemos ter uma equipa B, pois o Vitória não tem condições financeiras para suportar essa equipa – um clube de distrito que dispute o CNS, campeonato de Portugal atualmente. Vamos fazer um protocolo com um clube, que iremos escolher e que queira colaborar também connosco. Depois disso, os jogadores terão essa permanência de ligação com o plantel sénior e, aí sim, o nosso plantel, como disse também, será formado por jogadores à Vitória. Os sócios sabem o que é isso, eu defeni e elenquei as qualidades de um jogador “à Vitória”. Só com “jogadores à Vitória” é que podemos ter um plantel à Vitória. Sabemos, porém, por muito que gostasse-mos, que não é possível ter um plantel, a disputar um escalão competitivo como o Vitória disputa, com jogadores oriundos da nossa formação logo nos primeiros anos. Temos de completar com jogadores vindos dos escalões mais inferiores e depois, a tal mescla daqueles com mais experiência, para que o plantel seja equilibrado. E temos de incluir jogadores com essa marca: experientes, mas que se encaixem no perfil de “jogadores à Vitória”. Isso é importante porque é este conjunto de fatores que nos vão garantir a idêntidade do Vitória.


G.S: Queria falar-lhe também acerca do assunto José Couceiro, que é um assunto delicado, uma vez que a época ainda está a decorrer. Disse que “José Couceiro é inquestionável”, mas pretende mantê-lo apenas até ao final do contrato ou a renovação poderá, também, ser uma hipótese?

V.H.V.: Quanto a isso tenho apenas a dizer que o José Couceiro é um bom treinador e é o nosso treinador. E, neste momento, em prol da tal tranquilidade, eu prefiro ficar por aqui.


G.S.: Quanto às modalidades, que representam uma parte muito importante do clube, quais os planos que tem traçados, económica e desportivamente, para as mesmas?

V.H.V..: Temos um plano, pois nós escolhemos a pessoal certa. Nós fizemos uma aposta nesse ecletismo, que é uma imagem de marca do Vitória, e por isso escolhemos um vice presidente para as modalidades. É tradicional ter esse lugar no elenco diretivo e nós, ao contrário do que é costume, não escolhemos uma pessoa vinda de fora, mas alguém que já faz parte de uma modalidade. Tem serviço e trabalho prestado, conhece todos, todos o conhecem, está ciente dos problemas que exitem na sua modalidade e na modalidade dos outros e já tem vindo a preparar um conjunto de medidas que podem ajudar a ultrapassar os problemas de todas as modalidades. Nós direção, estaremos ao lado deles, porque é a nossa obrigação. É obrigação da direção do Vitória estar em conjunto com os responsáveis das modalidades para encontrar soluções para os problemas.


G.S.: Em suma, que razões apresenta para os sócios votarem na sua lista?

V.H.V.: Nós somos pessoas que os sócios conhecem, somos da cidade, somos vitorianos e andamos na cidade no dia-a-dia. Esse é o ponto de partida. Depois entende-mos o Vitória como paixão e apresentamos um compromisso aos sócios. Entendemos neste momento, passado já este primeiro período da campanha, que quem quiser mudar, quem entender que estamos em tempo de mudança, tem aqui uma alternativa credível, com pessoas que garantem credibilidade e competência e em quem podem ter confiança. Por isso somos a Lista C: Confiança, Credibilidade e Competência. É por isso que os sócios, cremos nós, irão votar e eleger-nos para estarmos à frente do clube no próximo mandato.


G.S: O que espera que mude depois de dia 24?

V.H.V.: O que nós queremos, é que, quando terminarmos o mandato, possamos entregar aos sócios um Vitória melhor.



Joana Libertador

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