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GAZETA SETUBALENSE
A informação na hora certa.
Opinião
A chuva que tarda em chegar
Teimosamente a chuva tarda em aparecer a cair do céu azul sem nuvens. O frio lá se vai aproximando, alertando-nos que esta na hora das meias de lã, do robe de Inverno, da mantinha sobre os joelhos e até para um rápido olhar para os pijamas fofos e quentes da estação. Mas o guarda chuva continua lá na entrada dentro do balde que os recolhe, pronto para entrar em ação logo que o céu se resolva a chorar e a regar os campos secos e a encher as barragens ora secas.

Tanto ri com o dito do ex-ministro Lino, quando disse que para lá do Tejo só havia deserto. Bem, deserto ainda não será mas o certo é que rapidamente se caminha para lá. As barragens estão vazias, os campos não estão verdejantes e o gado que antes povoava esses espaços de pasto vão desaparecendo. O homem é o único culpado deste azar ambiental. Foi, pouco a pouco, destruindo tudo à sua volta. O mar não é o que foi e espécies há que vão desaparecendo para sempre. O consumo excessivo, a destruição do habitat, enfim tudo contribui, para que a dita poluição cresça a olhos vistos. Mas será assim tão simples? Certo é que o homem vai concorrendo fortemente para a decisão final, a extinção do planeta e por conseguinte da espécie humana. As queimas de químicos e óleos poluentes contribuem para as alterações climáticas. As lixeiras tóxicas amontoam-se, multiplicam-se rapidamente por todo o lado. Queimar o oxigénio de que necessitamos é banal e não serão tão só os tais incêndios que dominam o planeta no Verão e Outono. Os incêndios, os naturais e/ou os provocados. Há também a ter em conta as imensas filas de carros que se amontoam nos fins-de-semana e em tudo que seja feriado, a que temos de somar as tão famigeradas “pontes” pelas estradas do País. São milhares que não deixam de aproveitar um feriado que seja sem que lhe somem uma ponte para logo partirem para Sul, onde o azul do céu se casa com o mar. Vale tudo por uns dias de raios de sol e umas bebidas geladas na mão.

Queixam-se que à falta de dinheiro, será que falta mesmo dinheiro? Puro engano, na altura devida não há tempo para pensar nisso, nos gastos do passeio. O que depois vier virá. Os impostos, o material para a escola do miúdo, roupa e calçado, comida no prato, a conta da água e da luz, ficam para depois. Nesse momento o que interessa é desfrutar dos prazeres que a vida nos dá.

Quem pensa que desta maneira vai contribuindo para a destruição da economia, do equilibro do planeta? Ninguém. Abatem-se florestas, fazem-se vazadores de poluentes e tóxicos litros e litros de derrames perigosos. Quem se lembra nessa altura que os rios correm para o mar?

Para ajudar ainda temos de levar em conta os loucos. Sim aqueles que até chegam a presidentes e pouco ou nada se ralam se tiverem de matar uns milhares para seu gálio. Que importância têm os ensaios com bombas altamente sofisticadas que servem para destruir o homem e o ambiente? O tão falado quartel da madeira, existe ou não?

Será que há mesmo gente que sem dó nem piedade paga a deficientes e carenciados para se tornarem incendiários. Que o crime compensa cada vez mais se torna uma realidade, pois no Verão e não só, mais e mais fogos surgem do nada. Ceifam-se vidas, lares, empresas, a sobrevivência é prioritária. Tudo acontece pelo interesse de alguns. As penas são leves, meia dúzia de meses de cadeia e pronto rua com o incendiário que logo está pronto para nova aventura.

Assim vamos ficando mais pobres, sem defesas, sem País. Quantas volta não deu no túmulo D. Dinis? E as matas que limpam o ar e guardam a fauna e flora do País? Enfim, o homem mata-se às suas próprias mãos.