Secções

Opinião Sociedade Economia Política Região Turismo Cultura Desporto País Especiais Emprego Tecnologia Saúde Ambiente Inovação Internacional Cartaz Directório Mundo Entrevista Exclusivo Editorial

Directório

Adicionar Entidade 

Sobre

Termos e Condições Privacidade e Cookies Acordo Ortográfico Regras da Comunidade Ficha Técnica Estatuto Editorial Contactos

Siga-nos

Facebook Twitter
Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form
Pesquisar
GAZETA SETUBALENSE
A informação na hora certa.
Rafael Rodrigues
2017-07-20
Opinião
As rolhas que usei !!!
Simplesmente atestar que a competência não estará nos vários níveis de decisão, mas tão só no topo, o que se traduz que o argumento do galão se supera ao princípio da disciplina consciente, do princípio de comando, do da liberdade, do da informação...

Meus caros,

nestes últimos dias não se fala noutra coisa que não seja a rolha e a sua lei, imperativa ou não, isso é que importa! Ou, nada importa!

Falar que os outros deixarão de falar porque só eu quero falar é tapar a boca da garrafa para nada dela se libertar, quer seja bom ou mau, no gosto ou cheiro.

O que aconteceu?

Simplesmente atestar que a competência não estará nos vários níveis de decisão, mas tão só no topo, o que se traduz que o argumento do galão se supera ao princípio da disciplina consciente, do princípio de comando, do da liberdade, do da informação...

Até aqui, verifico que há quem prefira ter o produto, o seu produto engarrafado, do que dar-lhe liberdade para que outros o saboreiem.

É mau, muito mau.

Revela egoísmos e receios que não se entendem.

Nunca os outros assaltarão a garrafeira a não ser para tirarem as rolhas de onde estão ou querem que estejam, com o único objetivo que é o da libertação das suas crenças no dever cumprido por missão e nunca por omissão.

Agora, usando o imperativo das normas, vejamos o que dizem:-

"Tendo por base as directivas da ANPC, importa atender ao seguinte:

Directiva Operacional Nacional n.º 2 – DECIF:

...........................

12. GESTÃO DA INFORMAÇÃO OPERACIONAL SOBRE OS INCÊNDIOS FLORESTAIS:

a. A circulação da informação operacional é de relevante importância e é assumida por toda a cadeia de comando, coordenação e intervenção como uma tarefa imprescindível, garantindo-se a todo o momento a rapidez e precisão da informação, nomeadamente no início e durante a ocorrência;

…………………………………………………..

d. Deve conduzir-se proactivamente a gestão da informação operacional, nos diversos escalões, com o objetivo de fornecer informação técnica e operacional, oportuna e precisa, aos OCS e cidadãos, evitando a confusão e a especulação;

…………………………………………………..

h. Deve conduzir-se a informação operacional nos TO através do COS em articulação com o CDOS, CNOS e DCS.

De forma mais vincada, a Directiva Operacional Nacional n.º 1 – DIOPS, da qual a DON 2 é subsidiária, atribui competências exclusivas ao COS (comandante das operações de socorro no local do sinistro), sobre a informação oficial da ocorrência:

7) Comandante das Operações de Socorro (COS):

(j) Em articulação com o Comando Distrital de Operações de Socorro da ANPC, fornecer em exclusivo aos órgãos de comunicação social a informação oficial sobre a ocorrência, devendo limitar-se à informação das operações de proteção civil e socorro, não devendo imiscuir-se em informações de âmbito policial que são da exclusiva competência das forças de segurança com responsabilidade na área da ocorrência."

O que se assiste?

Onde está a rolha?

Fosse eu o destinatário da tal ordem imperativa e de certeza que faltaria ao que o "imperador" determina porque por menos faria saltar a rolha!

É que cabe e é dever (sem rolha ou rolhas) de informar e esse dever cabe ao COS (Comandante das Operações de Socorro).

Este, se entender, na sua organização de comando pode nomear um adjunto de Relações Públicas.

Assim, será o COS a prestar a informação quando, onde e como melhor entender no TO (Teatro de Operações) que comanda, porque se assim não for entende-se que há usurpação de funções e de deveres que só cabem ao COS.

E a rolha onde está?

Está na decisão imperativa, ora tomada, ordenada pela ANPC ao tentar calar quem não deve ser calado, tapando o gargalo, para ela própria centralizando e expandindo a informação a seu gosto, o faça à custa dos deveres que ela própria criou com as suas próprias directivas, ofuscando a liberdade de acção e o comando do TO podendo até distorcer a realidade por conveniência ao não aceitar que a disciplina consciente supera à que agora pretende uma disciplina imposta!

Foi ao pensar na rolha, de rolhas de anos, que me pus a pensar que só conheço boas rolhas em garrafas do deus Baco!

Isto sou eu a pensar!