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GAZETA SETUBALENSE
A informação na hora certa.
Francisco Lopes
2019-03-12
Opinião
Basta de submissão ao Euro e à União Europeia
Ao longo dos últimos três anos e meio foi possível avançar na defesa, reposição e conquista de direitos. Valoriza-se o que se impediu a cada avanço conseguido.

Importa ter presente que não se foi mais longe porque o PS em questões essenciais assumiu a convergência com o PSD e o CDS. Ao mesmo tempo, aquilo que se avançou foi alvo dos ataques do grande capital e da oposição e admoestação das estruturas da União Europeia que limitaram ou impediram medidas essenciais.

Agora é necessário decidir o caminho a seguir. Um caminho indispensável, mas muito exigente e cheio de obstáculos.

Desde logo, temos a insistência do PS de que a submissão ao Euro, às imposições da União Europeia e aos interesses do grande capital é compatível com as necessidades do país, uma ideia que a evolução dos últimos anos desmente.

Não aceitamos a submissão ao Euro e às imposições da União Europeia, entendemos que Portugal e o povo português não podem ser expropriados do seu direito a decidir o seu destino, não podem estar sujeitos à extorsão e ao saque dos seus recursos.

Não abdicamos da soberania e da cooperação entre os povos. Portugal não precisa de mais deputados de partidos que no Parlamento Europeu defendem a submissão às imposições do Euro e da União Europeia. Portugal precisa de quem no Parlamento Europeu defenda a soberania e os interesses nacionais, dos trabalhadores e do povo. Precisa da coragem, da convicção, da intervenção dos deputados eleitos pela CDU. Portugal precisa de dar mais força ao PCP e à CDU com mais deputados no Parlamento Europeu.

Como precisa de mais deputados do PCP e do PEV eleitos pela CDU na Assembleia da República.

Não desperdiçando nenhuma possibilidade de levar mais longe a melhoria das condições de vida, a questão central que se coloca é a da concretização da alternativa patriótica e de esquerda. Temos soluções para o País: a defesa e afirmação da soberania nacional; a valorização do trabalho e dos trabalhadores, com mais salários e pensões,  horários dignos, combate à precariedade, melhores condições de trabalho, revogação das normas gravosas da legislação laboral; a promoção da produção nacional; o controlo público dos sectores estratégicos; a valorização dos serviços públicos e das funções sociais do Estado; o acesso de todos à justiça, o combate à corrupção, a taxação do grande capital.

Neste ano de 2019, coloca-se a escolha sobre o caminho e a opção a tomar: Andar para trás não! Avançar é preciso. E, para que assim seja, é preciso dar mais força ao PCP e à CDU.


Francisco Lopes


(Deputado do PCP na Assembleia da República e Membro da Comissão Política e do  Secretariado do Comité Central do PCP)