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GAZETA SETUBALENSE
A informação na hora certa.
Eduardo Vieira
2017-06-02
Opinião
Dia 3 de Junho todos Unidos vamos dar voz e força à Luta
"Entre as razões que levarão os trabalhadores à rua no próximo sábado estão a luta pelo aumento dos salários, os horários de trabalho, o fim da precariedade, a dignificação das profissões e carreiras, a defesa da contratação colectiva, problemas sentidos na generalidade das empresas da Península de Setúbal".

Sob o lema «Unidos para valorizar o trabalho e os trabalhadores», os trabalhadores portugueses vão fazer ouvir a uma só voz as suas reivindicações no sábado dia 3 Junho nas manifestações convocadas pela CGTP-IN Lisboa e no Porto.

Entre as razões que levarão os trabalhadores à rua no próximo sábado estão a luta pelo aumento dos salários, os horários de trabalho, o fim da precariedade, a dignificação das profissões e carreiras, a defesa da contratação colectiva, problemas sentidos na generalidade das empresas da Península de Setúbal.

Razões que estão presentes em exemplos tão claros como o da AMARSUL, onde a MOTA Engil detentora de 51% do capital social da empresa persiste em responder negativamente às reivindicações dos trabalhadores (que não veem aumentados os seus salários à sete anos) e que perante a intransigência patronal esta semana em plenário geral decidiram convocar uma greve para os dias 14 e 16 de Junho.

Empresa que perante as reivindicações dos trabalhadores diz que não tem condições para as satisfazer, mas que de á dois anos a esta parte e após a privatização da maioria do capital social pelo goveno PSD/CDS, a MOTA7Engil já retirou 6,8milhoes de euros da empresa em dividendos distribuídos pelos accionistas – decisão que contou sempre com o voto contra dos Municípios accionistas da empresa.

Virão á rua também os trabalhadores da TRANSTEJO e SOFLUSA, que já esta semana conseguiram ver finalmente e após um longo e corajoso processo de luta, consagrado e enviado para publicação a revisão do Acordo empresa e obtidos ganhos nas suas retribuições.

Trabalhadores que não desistem de continua a lutar e insistir na necessidade que o Governo e Administração passem das palavras aos actos, e tomem urgentemente as medidas que permitam por a frota operacional e restabelecida a regularidade da oferta de transporte fluvial e a qualidade do serviço público prestado por estas empresas.

Virão à rua os trabalhadores da Administração Pública, que no dia 26 Maio efectuaram uma grande jornada de luta exigindo o aumento dos seus salários, descongelamento das promoções e progressões nas carreiras, o fim da precariedade e a aplicação das 35 horas a todos os trabalhadores.

Virão á rua os trabalhadores da Secil, que estiveram em greve nos dias 30 e 31 de Maio pela exigência da efectiva negociação da revisão salarial anual e pela reposição de direitos e melhoria das condições de trabalho.  

Virão à rua os trabalhadores Ferroviários, pela defesa das oficinas da EMEF e modernização do polo ferroviário do Barreiro, pelo aumento dos salários em todo o sector como o já conseguido na Medway, e ainda pela Contratação Colectiva e a melhoria das condições de trabalho.

Virão à rua no dia 3 de Junho nesta jornada nacional de luta, mulheres e homens, trabalhadores dos sectores público e privado, jovens, imigrantes, reformados e pensionistas, desempregados, que lutam pela ruptura com a politica de direita e por uma efectiva da mudança de política que o povo e o país necessitam, e que nas ruas das cidades de Lisboa e do Porto, irão, a uma só voz, transmitir ao Governo que este é o momento de avançar.

A 3 de junho todos juntos e a uma só voz vamos a Lisboa participar na manifestação convocada pela CGTP- Intersindical Nacional e com isso dar força e voz a luta pelos nossos direitos, pelo aumento dos salários, e pela exigência de libertar Portugal e o Povo Português da ingerência da União Europeia e da submissão ao euro.

Eduardo Vieira

(Membro do Executivo da DORS e do Comité Central do PCP)