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GAZETA SETUBALENSE
A informação na hora certa.
Vitor Caldeirinha
2017-08-05
Opinião
Politicamente Equilibrado
Certos partidos e movimentos, e assim pessoas, utilizam de forma contraditória o que consideram ser a sua superioridade ética, social e moral, para concretizarem as suas estratégias de poder, em especial através da imposição forçada a todos da igualdade e equidade teórica social, não discriminação de minorias em atos ou palavras, chegando assim a tratar de forma desigual quem não é escolhido como alvo a defender ou discriminando abertamente quem não está nos públicos minoritários.

Aos desiguais e aos minoritários permite-se até serem mais iguais que os outros, serem tratados acima da lei, ficarem com recursos acima do justo, perseguindo-se de forma inquisitória e desequilibrada quem ousar comentar entre lábios estas contradições ou quem não concordar com esta ética e moral desequilibrada, colocando em causa a liberdade de todos pela sua verdade única, mais libertadora que a dos outros.

Temos recentemente o caso da vitória do Trump, como resposta igualmente desequilibrada ao politicamente correto, que asfixiou de forma desmedida uma vasta camada de população até à altura equilibrada e que tinha eleito o anterior presidente americano.

Temos na Europa a perseguição desenfreada às pessoas que ousam dizer a sua opinião pessoal sobre:

As escolhas de sexualidade;

b) Os abusos de alguns, de minorias ou maiorias, que se consideram acima da Lei e que podem expor em todo o lado as suas opções sem respeito pelos outros, junto de adultos ou crianças;

c) Os benefícios estatais desmedidos e sem nexo para determinadas pessoas, de minorias ou maiorias étnicas ou sociais;

d) A tolerância incompreensível de certos atos violentos de pessoas de minorias ou maiorias, que não podem ser criticadas ou perseguidas;

e) Os problemas criados por certos animais com certas características cujos donos não são responsabilizados, mesmo os de higiene pública;

f) Os abusos de direitos para migrantes que pretendam aproveitar-se do sistema criado pelos contribuintes nacionais, sem contribuir, acima dos direitos dos idosos, doentes ou deficientes nacionais que mais precisam;

g) Os direitos de religiões que coloquem em causa a ordem, os costumes e usos nacionais, sem reciprocidade nos países de origem e sem manter a identidade nacional;

h) O direito de todos passarem na escola sem saber e a falta de direito a uma educação de qualidade puxada pela concorrência;

i) Os que usam palavras proibidas pelo politicamente correto.

As pessoas pensam, falam e sentem, mas estão proibidas de falar, de dizer, escondendo-se os problemas, que aumentam na mesma medida em que se escondem, levando a reações fortes em sentido contrário ao pretendido, por não terem válvulas de escape social.

Equilíbrio e liberdade de expressão e livre debate dos problemas reais precisam-se para se poder criar uma sociedade gradualmente menos discriminadora da raça, sexo, etnia, orientação sexual, classe social, idade, tipo de trabalho, número de filhos.

Mas também importa que se responsabilize as minorias por respeitarem a lei, os costumes, a ordem e o equilíbrio como os membros de maiorias, pelos mesmos critérios.

Importa por exemplo muito que seja menos discriminadora dos idosos que trabalharam ou criaram filhos contribuintes, com pensões miseráveis. E as famílias que criam os contribuintes do futuro, as pessoas com deficiência ou com filhos deficientes, os doentes, as pessoas desempregadas mas que se esforçam realmente por encontrar emprego e manter, os contribuintes que pagam o sistema com o seu trabalho ou empreendedorismo e organização, os católicos, os utentes do serviço de saúde que mais descontam e contribuem ou que menos auferem, os doentes crónicos, os pais que querem a melhor educação para os filhos e não a pior, os trabalhadores perseguidos dentro das empresas, em vez de lhes serem dados acordos justos e apoio.

Não se pode discriminar uns, mas pode-se discriminar os outros? Porquê?

Não devemos discriminar minorias, mas temos de responsabilizar as pessoas violentas ou que abusam da lei, mesmo que sejam de minorias.

Não sou racista, sexista, xenófobo, respeito as religiões que não sejam violentas, a igualdade de oportunidades para quem quer contribuir, defendo o rendimento mínimo de inserção social. Mas não para quem tem carros de 25 mil euros, que os deve vender em caso de dificuldade antes de pedir dinheiro aos outros (ao Estado).

Desrespeito quem é violento seja de maioria ou minoria.

Devemos respeitar e aceitar a diferença, pois somos todos diferentes em algo, mas não pode servir para tolerarmos o que não toleramos às maiorias, nem para discriminar negativamente maiorias ou minorias das maiorias ou minorias tradicionalmente mais protegidas.

Não são temas fáceis, nem simples, mas garantidamente não se resolvem com a criação de novas inquisições brutais do politicamente correto, nem com a autoflagelação sempre que dizemos uma palavra proibida, nem com o fechar de olhos aos desequilíbrios de minorias ou maiorias, nem deixando de dizer "minhas senhoras e meus senhores". Afinal uma coisa é o sexo da pessoa à nascença e outra a sua orientação sexual na vida, que pode ter múltipla de opções.

É necessário um equilíbrio "não desequilibrado" pelo politicamente correto para evoluirmos na diferença e multiculturalidade, mantendo a nossa identidade nacional e segurança, com respeito mútuo, de forma cada vez mais integrada, mas com liberdade de pensamento e expressão e de criticar.