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GAZETA SETUBALENSE
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Opinião
Um novo ciclo a começar
Para trás ficou um ano que trouxe proveitos e dores, como todos

Estamos perto da habitual mudança de ano. Estamos a caminho do ano 2018. Para trás ficou um ano que trouxe proveitos e dores, como todos. Para alguns foi o último, para outros o primeiro de muitos, se os homens quiserem. Morreu gente na estrada, porque a velocidade continua paixão e as máquinas mais potentes e o saber curto. Morreram as matas, pelo desleixo e “negócios” de outros. Chorou-se e riu-se de casos e factos que percorreram o País. Sorriram aqueles que a sorte lhes bateu à porta e dos centavos contados passaram aos luxos da vida. Choraram outros que tiveram de vir a este Mundo sem saber como os que lhe antecederam e o geraram por amor ou mero acaso irão continuar a contribuir para o seu crescimento e valorização. Os homens perdem o sentido da vergonha e da clareza. A violação de menores, a violência doméstica, aumentam de ano para ano. Os rios secam, as florestas ardem e o dinheiro encurta-se, some-se, cada vez mais nas mãos dos pobres. Os que têm trabalho, lutam dia a dia para que não termine abruptamente o seu ganha pão. No entanto mantêm-se alerta para o avanço do patronato, que não perde hora de lhes usurpar direitos e valores. Constroem-se prédio e estradas que modernizam as cidades, os países. Alimentam-se guerras para proveito de alguns. Trafica-se morte nas mais diversas maneiras. Roubam muitos pela fome, rouba-se para alimentar o vício que mata. Derrete rápido o gelo nos polos, deixando a descoberto as manigâncias e habilidosas manobras nos desfalques e roubos de colarinho branco. Preocupa, aos mais atentos, a vida de várias espécies animais. Morre, seca, a flora conhecida e as areias dos tempos ameaça invadir o todo. Vendem-se crianças, para trabalharem noite e dia. Estendem a mão à caridade, milhares, a fome é palavra gasta, enquanto há mesas fartas de iguarias. Sonha-se os conflitos quando não há poeira no ar. Invade-se, impõe-se, maltrata-se olvida-se. Enfim, tal como o poeta diz, o Mundo pula e avança. Para o ano talvez seja melhor.

O mar esconde tragédia. Espécies estão quase extintas. Será recordação o cheiro das sardinhas assando nas brasas no bairro típico. Será luxo, grume uma meia sardinha assada. As lixeiras estão repletas de restos que os humanos teimam em não classificar e reatualizar. Serão apenas 365 dias iguais a outros tantos, passados esquecidos no tempo. Resta-nos o fogo de artifício que vai colorir a última noite de 2017 e dar as boas vindas ao novo ano, 2018 reinará durante 365 dias e bom e mau o marcará.

Bom ano para todos e cuidado, se beber não conduza, deixe-se conduzir.