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GAZETA SETUBALENSE
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País
Associação Quebrar o Silêncio recebeu 50 pedidos de ajuda
ana maria santos
2017-07-19 / 10:58
FONTE: DR
Nos primeiros seis meses de actividade, a Associação Quebrar o Silêncio, que presta apoio a homens vítimas de abuso sexual, recebeu 50 pedidos de ajuda para apoio especializado, de forma a poderem gerir as consequências traumáticas dos crimes.

A Associação Quebrar o Silêncio, que iniciou actividade há seis meses, com o objectivo de prestar apoio especializado a homens vítimas de abusos sexuais, registou, até ao momento, 50 pedidos de ajuda, numa média de oito homens por mês a dirigirem-se àquela associação para encontrarem formas de gerir e ultrapassar os crimes de que foram vítimas.

Segundo Ângelo Fernandes, fundador e presidente da referida associação, “grande parte dos homens que nos procuram eram crianças quando foram abusados sexualmente e passaram grande parte da vida a sofrer em silêncio”, uma vez que, e segundo vários estudos realizados, a revelação dos crimes, por parte das vítimas, acontecem cerca de 22 anos após os mesmos terem acontecido, facto que Ângelo Fernandes diz ser uma constactação no dia-a-dia daquela associação.

A região do país com mais pedidos de apoio é, até ao momento, Lisboa, com 50 por cento de casos, mas há pedidos de apoio de outras regiões do País e também de portugueses que vivem fora de Portugal, para além cidadãos brasileiros, “que contactam esta associação, pela proximidade da língua e por não existir nenhuma associação desta natureza no Brasil”.

A Quebrar o Silêncio também recebe pedidos de cidadãos brasileiros que chegam pela proximidade da língua e por não existir nenhuma associação como a Quebrar o Silêncio no Brasil”, refere Ângelo Fernandes.

Os serviços de apoio oferecidos pela associação passam pelo acompanhamento psicológico, grupos de ajuda mútua e apoio entre pares, para além das acções de sensibilização que fazem parte da sua actividade. “O dia-a-dia do sobrevivente homem é marcado por inúmeras dificuldades que resultam do abuso. É comum o sobrevivente lidar com sentimentos de vergonha e de culpa, questões de identidade ou com o surgimento inesperado de memórias do abuso (flashbacks). É necessário compreender a especificidade ou a forma como os homens reagem e gerem os traumas resultantes do abuso sexual para que os serviços de apoio vão ao encontro das suas necessidades”, sublinha o presidente da Quebrar o Silêncio.

 “Ser sobrevivente homem de abuso sexual pode desafiar o próprio estereótipo masculino de que os homens são capazes de se proteger a si mesmos, e isso pode representar um obstáculo para os sobreviventes exprimirem a situação de vulnerabilidade em que se encontram ou procurarem apoio” refere Ângelo Fernandes. “É preciso reflectir e desconstruir os valores tradicionais da masculinidade e esse é um dos objectivos da Quebrar o Silêncio”.

Nesse sentido, aquela associação está a organizar um encontro que promove um espaço de reflexão sobre novas masculinidades para a igualdade de género. O encontro intitulado “o homem promotor da igualdade” acontecerá a 16 e 17 de Novembro no ISCTE-IUL e conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e do CRIA como parceiros e apoio à organização. Entre os vários oradores convidados encontram-se a AMCV, APAV, CIG, Médicos do Mundo, Vânia Beliz, UMAR, Tozé Brito, Tito Morais, entre outros.

Resta acrescentar que a Associação Quebrar o Silêncio pode ser contactada através do mail: apoio@quebrarosilencio.pt, da Linha de Apoio 910 846 589 e através da página da associação no Facebook.

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