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GAZETA SETUBALENSE
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Política
Autárquicas : Sandra Cunha assume querer ser a primeira vereadora do BE na Câmara de Setúbal
ana maria santos
2017-09-26 / 00:19
FONTE: DR
“Desta vez todos sentimos que é possível eleger uma vereadora em Setúbal e que isso fará toda a diferença. Estamos prontos, vamos à luta”. Foi desta forma que Sandra Cunha, candidata do Bloco de Esquerda à presidência da Câmara Municipal de Setúbal, encerrou o discurso proferido no decorrer de um jantar/comício, realizado ontem à noite, num restaurante da cidade.

O Bloco de Esquerda reuniu, ontem à noite, vários cabeças de lista às autarquias, assembleias municipais e juntas de freguesia do distrito de Setúbal, num jantar que decorreu num  restaurante da cidade e que contou com a presença de Catarina Martins.

O apelo ao voto no Bloco de Esquerda, a apresentação de medidas que constam do programa eleitoral para o concelho e a convicção de que será possível a eleição de um vereador  para a Câmara Municipal de Setúbal, marcaram os discursos da noite, onde Sandra Cunha fez ainda questão de lembrar D. Manuel Martins.

A candidata assumiu, publicamente e pela primeira vez, querer ser a primeira vereadora do Bloco de Esquerda na autarquia sadina, retirando a maioria à CDU. “Chegou a hora de abrir as janelas da Câmara Municipal à pluralidade e arejar a democracia em Setúbal, reforçando a força da esquerda que sabe fazer a diferença e, como já todos sabem, não deixa ninguém para trás”, disse.

Sandra Cunha referiu-se ainda aos contactos de rua, no decorrer desta campanha onde, disse, “escutamos os lamentos de quem já percebeu que as maiorias absolutas não são solução”, sublinhando ser  “isso que nos dá ainda mais força e já mostrámos no país que o Bloco de Esquerda faz a diferença e todos ficamos mais fortes quando não estamos reféns de maiorias absolutas”.

Dando como exemplo o  aumento do salário mínimo, o aumento das pensões, os acertos na sobretaxa de IRS, os apoios sociais reforçados, a abrangência da tarifa social de energia, “ tudo pela força do Bloco de Esquerda” a candidata referiu que “se estivessemos reféns de uma maioria absoluta, o progresso não teria acontecido”, facto pelo qual, sublinhou, “é tão necessário virar a página das maiorias absolutas, também aqui no concelho de Setúbal”.

A cabeça de lista do BE à presidência da autarquia sadina referiu-se ainda à questão do IMI, dizendo que a CDU “aqui em Setúbal, mantem a taxa máxima há 14 anos. Em 10 anos a receita do IMI aumentou de 11 milhões, em 2006, para quase 26 milhões em 2016 e o que nós perguntamos é onde estão as políticas para as famílias no concelho de Setúbal. E é mesmo por isto que temos que virar a página da maioria absoluta”.

Dos problemas sociais que o Bloco de Esquerda quer resolver no concelho fazem parte a reabilitação urbana e os transportes colectivos. Sobre estas questões, Sandra Cunha disse que há uma Setúbal “que a Câmara Municipal quer varrer para debaixo do tapete.  É a Setúbal dos bairros completamente degradados, das habitações a cair aos bocados e sem qualquer tipo de intrervenção, muitas há mais de 40 anos” e deu o exemplo “do Vale da Rosa, um bairro principalmente habitado por pescadores reformados, com pensões de miséria, estas pessoas pagam IMI à Câmara Municipal e não têm saneamento básico. Neste bairro, a D. Maria paga IMI e nem sequer tem àgua em casa.

Em Brejos de Azeitão, em várias zonas de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra, passa-se o mesmo. Bairros inteiros sem saneamento básico, ou sem iluminação, ou sem arruamentos, só degradação.  No bairro do Forte da Bela Vista”, prosseguiu, “há varandas a cair, faz tanto frio dentro de casa como cá fora e os baldes para aparar a água, que se infiltra, já fazem parte do quotidiano daquelas famílias. No bairro da Liberdade as pessoas vivem entre tectos e paredes pretos de humidade, sem arruamentos, no meio do pó e da lama e se a justificação da Câmara para não actuar e ignorar os problemas destas pessoas, que também vivem no seu concelho, é que o bairro é ilegal, não aceitamos isso, falámos com estas pessoas que querem legalizar as suas casas e reabilitá-las”.

Os bloquistas defendem, nessa área, “um programa de reabilitação urbana nestes bairros que permita fazer desta Setúbal, escondida e esquecida, parte integrante do concelho. Apostamos na constituição de uma bolsa  de arrendamento a preços controlados que inclua todas as casas desocupadas com intervenção pública, para garantir casas a todos, para fixar jovens”.

Sandra Cunha falou ainda do que apelidou de “tema tabú” nesta campanha, os transportes públicos, referindo que “Maria das Dores Meira, e a CDU, não respondem sobre o que pretendem  fazer em relação aos transportes, Não dizem ao que vêem e escondem o que pretendem dos eleitores.  O contracto com os TST termina em 2019, sobre o que a CDU pretende fazer em relação a isso, nada se sabe. O direito à mobilidade é condição, essencial, para o desenvolvimento de uma localidade, de um concelho é condição crucial para a qualidade de vida das populações, é factor de combate à exclusão social, ao isolamento.  Mas em Setúbal não existem carreiras com percursos, nem horários, que correspondam às necessidades da população, as viaturas estão degradadas, não há transportes nocturnos, não há transporte intermunicipal”.

Uma política de mobilidade que “tenha em conta  as assimetrias do concelho e que coloque acima dos interesses privados as reais necessidades da população”, defendemos e a constituição de um operador municipal, ou intermunicipal”, são algumas das propostras apresentadas pelo BE para os transportes colectivos no concelho de Setúbal.

Sandra Cunha rematou o seu discurso agarantindo que BE se apresenta a estas eleições autárquicas “com um programa que tem propostas claras e pensadas, um programa  que foi construido com as pessoas, não cederemos nestas questões, não venderemos as nossas propostas,  mas também não viramos costas à procura de soluções convergentes sempre que estas forem do interesse da população. Estamos prontos  para trabalhar à esquerda na construção de um concelho melhor e de um país melhor”, disse.

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