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GAZETA SETUBALENSE
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Política
Bloco de Esquerda: Sandra Cunha defende transportes públicos para as praias e deslocalização da Sécil
ana maria santos
2017-09-23 / 00:02
FONTE: Gazeta Setubalense
Sandra Cunha, cabeça de lista à Câmara Municipal de Setúbal, pelo Bloco de Esquerda, apresentou, esta tarde, no decorrer de um passeio pelo Estuário do Sado, algumas das estratégias que a sua candidatura defende para o ordenamento e desenvolvimento turístico daquele que é o maior património ambiental do concelho: a Serra da Arrábida e o rio Sado.

A questão das acessibilidades para as praias da Arrábida deverão, segundo a candidata, passar pela “garantia de transportes colectivos que permitam deixar o caminho livre de outras viaturas, até para a fácil circulação dos  transportes de emergência, garantindo o estacionamento em locais mais afastados e que, a partir dos mesmos, existam ligações para as diversas praias de Setúbal, para além da possibilidade das mesmas serem, inclusivamente, feitas através do rio”.

Com a afluência de turistas a aumentar anualmente, Sandra Cunha defende a importância que os setubalenses continuem a usufruir daquele que é o seu espaço, as suas praias... Já lhes tiraram Tróia e, neste momento é, de facto, impossível chegar-se às praias da Arrábida”.

Ao jornal Gazeta Setubalense a candidata lembrou ainda que na sua infância “já era complicado aceder a estas prais e, passadas quase quatro décadas, continua tudo na mesma, e cada vez pior, pelo número de afluência”, sublinhando a necessidade em “em se garantir a existência de transportes colectivos e a preços muito acessíveis, quase simbólicos, para que se permita que as pessoas chegem à praia em segurança”.

Relativamente aos acessos a Tróia, a cabeça de lista do BE à autarquia sadina, dá como exemplo um “percurso minúsculo, como Cacilhas/Lisboa, onde não são comparáveis os valores da travessia como os aqui praticados. Um família de três, quatro pessoas tem que pagar mais de 20 euros para poder ter acesso aquela praia, o que representa um valor incomportável”.

Sobre as alternativas a esta situação, Sandra Cunha defende “a colocação de uma outra empresa”, concorrente da actual, a fazer as ligações entre as duas margens, “nomeadamente no âmbito da reestruturação dos transportes, ao nível de todo o distrito de Setúbal, e que terá, necessáriamente, que ocorrer em 2019, pensar em formas em que a autarquia possa participar, e garantir,  um outro tipo de transporte mais acessível para Tróia, permitindo devolver aquela praia aos setubalenses”.

Com um grupo de golfinhos a fazer companhia à traineira Emília, e a esta visita pelo Estuário do Sado, Sandra Cunha realçou ainda a necessidade de deslocalização da cimenteira da Sécil, no Outão, que tem as consequências “mais nefastas em termos ambientais e económicos, para além do projecto que se tem para Setúbal. Se queremos fazer deste um concelho moderno, de futuro e onde se viva em condições, não se pode fazê-lo, nem criar condições para um turismo sustentável e ecológico, com um cancro destes a esventrar a Serra da Arrábida, que é uma das mais bonitas a nível nacional”.

Em termos de poluição, a empresa cimenteira, diz Sandra Cunha, afecta não só o concelho de Setúbal como os concelhos à volta, nomeadamente o de Sesimbra, directa e indirectamente, através das inúmeras pedreiras que existem naquele concelho e que articulam com a Sécil”, para além da fiscalização, “ineficaz, uma vez que estas empresas são obrigadas à reposição dos estragos ambientais que fazem, através de arborização e se a Sécil vai fazendo alguma coisa é uma gotra de água  no oceano, porque as outras empresas todas, que estão em volta, não o fazem”.

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