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GAZETA SETUBALENSE
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Política
Setúbal: Bloco de Esquerda defende gestão pelo Estado dos CTT
ana maria santos
2018-01-04 / 00:41
FONTE: Youtube
A Coordenadora Distrital de Setúbal do Bloco de Esquerda acaba de emitir um comunicado no qual defende “a recuperação do controlo e gestão pelo Estado do serviço público dos correios”, numa altura em que está anunciado o encerramento de duas lojas no distrito de Setúbal: uma no Barreiro e outra no concelho do Seixal.

No comunicado emitido, o Bloco de Esquerda salienta a previsão de encerramento das lojas de Paio Pires, no Seixal, e do Lavradio, no Barreiro, sublinhando que “a distância a outros postos de correios, a insuficiência de transportes públicos e uma população maioritariamente idosa exigem a mais firme oposição ao encerramento de serviços essenciais”.

O documento refere ainda que após a privatização dos CTT, “desde então a qualidade do serviço caiu a pique, ao ponto do regulador aplicar multas à empresa por não assegurar o patamar mínimo das suas obrigações contratuais no serviço público postal” e que, com a mesma, “vieram os despedimentos, com prejuízo para os trabalhadores e os utentes: os atrasos na distribuição de correio são constantes. Há correspondência nacional a demorar 15 dias úteis a chegar ao destino e correio registado a ser entregue cinco dias úteis após o envio” e que, actualmente, quem necessita de utilizar os serviços “arrisca-se a esperar mais de uma hora para ser atendido. A par dos despedimentos que deixaram a empresa sem pessoal suficiente para a distribuição, muitos trabalhadores que faziam o atendimento foram transferidos para as tarefas do banco CTT. Mas também aqui existem longas filas de espera e atrasos consideráveis”.

Relactivamente aos trabalhadores que ficaram, o BE garante que muitos “fazem mais de 10 horas de trabalho diário sem remuneração do trabalho extraordinário, e têm aumentado as baixas médicas devido à exaustão” e que “a empresa prepara a saída de mais uma vaga de centenas de trabalhadores, que têm recebido as cartas a propor rescisões e são alvo de assédio e ameaças veladas” sendo “os primeiros na lista de saída os trabalhadores com limitações físicas causadas por acidentes de trabalho ao serviço da empresa”.

A distrital de Setúbal do BE sublinha, ainda, que o principal objectivo da administração privada dos CTT “nunca foi o cumprimento dos níveis de qualidade do serviço postal, mas sim a entrada no sistema financeiro, através da licença bancária incluída na privatização” e que, o segundo objectivo, “a que já assistimos no caso da gestão privada da Portugal Telecom, foi tornar a empresa na galinha dos ovos de ouro dos accionistas” e lembra que, “em 2016, ano em que a empresa apresentou 62 milhões de euros de lucros, a administração resolveu distribuir 72 milhões de euros em dividendos” e que a privatização “abriu caminho à descapitalização de uma empresa com mais de 500 anos de história, acentuando o abandono do interior do país, a venda de património e os despedimentos em massa de trabalhadores, substituindo-os por mão de obra precária ou o recurso a empresas privadas para prestar um serviço público”.

Para travar a ineficácia e a degradação do serviço dos CTT, o Bloco de Esquerda refere que o Estado “tem um instrumento à sua disposição, previsto no contrato que privatizou a empresa. Trata-se do resgate da concessão do serviço público postal em caso de incumprimento do nível de qualidade contratado, como se tem verificado nos últimos anos”, cláusula que, para o BE, “está no momento de ser accionada “e trazer a empresa de volta à gestão pública”, uma vez que as empresas e o conjunto da economia portuguesa “precisam de um operador postal que garanta o envio e a entrega de encomendas a qualquer ponto do país com rapidez e eficiência” e classificando o serviço público postal como “um pilar do desenvolvimento do país, da qualidade de vida das populações e da coesão territorial”.

Lembramos que o presidente dos CTT anunciou em Dezembro de 2017 o encerramento de mais de 22 lojas a nível nacional, no âmbito do plano de reestruturação que contempla também o corte de 800 postos de trabalho. Desde 2012 já foram encerradas 131 estações de correios e 105 postos de correio e reduzidos 1.108 trabalhadores.

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