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GAZETA SETUBALENSE
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“7 Maravilhas - Doces de Portugal”: pinhoadas de Alcácer do Sal e queijadas do Torrão estão a concurso
ana maria santos
2019-07-05 / 16:22
FONTE: CMAS
A tradicional doçaria do concelho de Alcácer do Sal, em que se destacam as pinhoadas e queijadas do Torrão, estão a concurso às “7 Maravilhas – Doces de Portugal”, até 17 de Julho, dia em que, a partir de Setúbal, a RTP1 emitirá um programa no qual se ficará a saber quais os doces que passam às meias-finais.

Para quem pretende eleger aqueles dois doces tradicionais, a votação é a seguinte: para as pinhoadas poderá utilizar o contacto telefónico 760 107 081, enquanto que o número para eleger as queijadas para as meias-finais é o é o 760 107 083. O custo de cada chamada é de 0,60 cêntimos + IVA.

Lembramos que as pinhoadas são um doce tradicional de Alcácer do Sal, confeccionado à base de pinhão e mel. Desconhece-se ao certo a sua origem, apontando alguns para raízes árabes e outros para o período romano.

Certo é que são o doce mais antigo de Alcácer e que se fazia na noite da Consoada, ao serão e em família. Os pinhões, à data, não tinham o valor comercial dos nossos dias, pelo que eram apanhadas pinhas, descascados os pinhões um a um e torrados em casa, sendo esta uma actividade familiar.

As pastas de mel e pinhão eram feitas pelas senhoras da casa, cortadas e colocadas em folhas de laranjeira. Com a intensificação do trânsito para o Algarve nos anos 80/ 90 do século XX, as pinhoadas tornaram-se sobejamente conhecidas e são, até hoje, uma das principais recordações que os visitantes levam de Alcácer do Sal. Actualmente, Aldegundes Freitas é uma das principais doceiras a confeccionar as pinhoadas de Alcácer.

Quanto às queijadas, as mesmas são um dos doces conventuais mais antigos de Portugal e, em relação às de Alcácer do Sal, existem registos de que terá sido D. Maria Teresa Coelho, filha de um padeiro do Torrão, a começar a vendê-las por volta de 1935/ 1940 com a ajuda das freiras do convento de Santa Clara, que lhe ensinaram o segredo daquele e outros doces conventuais.

Essa ordem monástica foi uma das mais importantes a manter ao longo da Idade Média uma tradição culinária com origem no Império Romano. Em 1990 Palmira Carapinha, que trabalhou com D. Maria Teresa Coelho, deu continuidade ao fabrico desses doces conventuais que continuam a ser fabricados de acordo com as receitas originais.

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