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GAZETA SETUBALENSE
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Região
Almada: GNR deteve homem por extorsão e usura a duas pessoas com deficiências
ana maria santos
2019-07-23 / 17:06
FONTE: Youtube
Mãe e filho, residentes no concelho de Almada e com problemas de saúde (ele com deficiência mental e a senhora com problemas cognitivos), eram extorquidos por um homem de 64 anos que, após cerca de três meses de investigação, acabou agora detido, ontem, 22 de Julho, pela GNR daquela cidade, do distrito de Setúbal. O homem foi hoje presente a Tribunal e foi-lhe aplicada a medida de coacção de apresentações semanais no posto policial da sua área de residência e a proibição de se aproximar das vítimas.

Um homem, de 64 anos, vendedor ambulante e com residência na área de Lisboa, foi detido por militares da Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário de Almada, do Comando Territorial de Setúbal da GNR, em colaboração com o Núcleo de Investigação Criminal de Almada, pela prática dos crimes de extorsão e usura, de que eram alvo, há cerca de 10 anos, mãe e filho (a senhora com problemas cognitivos e o filho com deficiência mental), a quem lhes eram retiradas as pensões que o próprio administrava, com juros a 100 por cento. Presente, hoje, a Tribunal, entendeu o Juíz que ouviu o detido em primeiro interrogatório, aplicar-lhe as medidas de coacção de apresentações semanais e proibição de se aproximar das vítimas.

Segundo adiantou ao jornal Gazeta Setubalense o capitão Luís Maciel, Comandante do Destacamento Territorial de Almada, o suspeito, extorquia as duas vítimas, ficando-lhes com uma pensão de reforma e uma pensão de subsistência por invalidez, que eram entregues mensalmente pelas mesmas em mão, injuriando-as e ameaçando-as de morte, como forma de garantir que estas lhe entregavam o dinheiro das pensões por inteiro.

Diariamente, e de forma a receberem pequenas quantias monetárias para a sua subsistência, as vítimas tinham de se deslocar até ao suspeito, o qual lhes entregava algum (pouco) dinheiro, o qual ficava em dívida e que tinham que ser pagas ao suspeito, com juros a 100 por cento.

Perante esta situação criminosa, que durava há cerca de 10 anos, mãe e filho viviam em condições deploráveis, sem fornecimento de água, luz ou gás. Na habitação partilhada por ambos viviam ainda 20 canídeos.

A investigação, que, como já referido, durava há cerca de três meses, culminou com a detenção em flagrante delito do suspeito, imediatamente após ter recebido o dinheiro das vítimas.

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