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Saúde
“7 Dias do Coração”: Dezenas de pessoas submeteram-se a rastreio
ana maria santos
2017-05-14 / 18:40
FONTE: Nuno Rola e Pereira/Gazeta Setubalense
Ao longo de três dias realizaram-se, na placa central da avenida Luísa Todi, em Setúbal, rastreios de factores de risco cardiovascular, direccionados para a comunidade em geral, e que apresentaram forte adesão da população.

Com o objectivo de consciencializar os cidadãos para as doenças cardiovasculares, a responsável pelo serviço de cardiologia do Hospital de S. Bernardo, Quitéria Rato, elaborou e desenvolveu a iniciativa “7 Dias do Coração”, que este ano completa a 7.ª edição, que se realiza, anualmente, no mês de Maio.

Tal como nos anos anteriores, uma parte da iniciativa é direcionada para a comunidade em geral, com a realização de rastreios sobre os factores de risco cardiovascular, no decorrer dos quais os cidadãos são informados dos cuidados diários a ter, para além de acções de educação para a saúde e rastreio de factores de risco cardiovascular, de fibrilhação auricular e de insuficiência cardíaca, sendo ainda informados de sinais e sintomas das doenças cardíacas mais frequentes, e medidas a tomar em caso de alerta, com especial ênfase no enfarte agudo do miocárdio.

Segundo Quitéria Rato, a melhoria das condições sanitárias e o desenvolvimento científico e tecnológico verificado nas últimas décadas, com grande relevo na área da medicina, “levaram ao aumento da esperança média de vida dos portugueses, que em 2015 foi de 78,1 anos, para os homem, e de 84,3 anos para as mulheres. Mas, para além da esperança média de vida à nascença, interessa também olhar para a esperança média de vida saudável aos 65 anos de idade e, em Portugal, estas são inferiores às médias da União Europeia. Não obstante, a situação agravou-se em 2014 face ao ano anterior” ou seja, prossegue, “em 2013 a esperança média de vida saudável aos 65 anos foi de 9,6 anos para os homens e de 9,3 anos para as mulheres e em 2014 foi de 6,9 anos para os homens e de 5,6 anos para as mulheres”, o que significa “uma perda de cerca de 3 anos de vida saudável, tendo sido as mulheres as mais afectadas”.

Por outro lado, acrescenta aquela especialista, os portugueses “têm vindo a aumentar a sua esperança média de vida, mas com menos anos de vida saudável; vivem mais anos, mas mais doentes”, sendo que a fragilidade económica e social que se tem registado nos últimos anos em Portugal, e que atinge largas camadas da população, “pode vir a reflectir-se na diminuição da esperança média de vida, mas provavelmente é a principal responsável pela observada diminuição da esperança média de vida saudável dos portugueses”.

Perante estes factos, Quitéria Rato sublinha que “a promoção da saúde e a prevenção da doença devem ser uma prioridade, que importa operacionalizar, através de modelos exequíveis num ambiente de escassez de recursos”.

De salientar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que uma diminuição dos factores de risco pode reduzir a incidência da doença cardiovascular para menos de metade. No entanto, actualmente os investimentos na prevenção e promoção de estilos de vida saudáveis representam apenas 3 por cento dos orçamentos anuais dos países desenvolvidos, comparativamente aos 97 por cento gastos em tratamentos e cuidados de saúde, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

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