Secções

Opinião Sociedade Economia Política Região Turismo Cultura Desporto País Especiais Emprego Tecnologia Saúde Ambiente Inovação Internacional Cartaz Directório Mundo Entrevista Exclusivo Editorial

Directório

Adicionar Entidade 

Sobre

Termos e Condições Privacidade e Cookies Acordo Ortográfico Regras da Comunidade Ficha Técnica Estatuto Editorial Contactos

Siga-nos

Facebook Twitter
Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form
Pesquisar
GAZETA SETUBALENSE
A informação na hora certa.
Saúde
Novo Centro de Saúde de Corroios deverá estar concluído em 2018
ana maria santos
2017-05-09 / 20:11
FONTE: CMS
O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, adiantou hoje, durante a assinatura do acordo para a construção do novo Centro de Saúde de Corroios, que espera que “este equipamento seja uma realidade em 2018”. O evento contou com a presença do presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, e da presidente do conselho directivo da Administração Regional de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo, Rosa de Matos.

O presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, demonstrou a sua satisfação pela concretização da assinatura daquele acordo, salientando que “este acto solene é mais uma etapa de um processo de luta que dura há mais de 20 anos”. O autarca agradeceu a todos os que participaram no processo reivindicativo, que sempre acreditaram e nunca desistiram, tendo estado presentes em “muitas vigílias, abaixo-assinados, moções, interpelações e reuniões”.

Joaquim Santos referiu ainda que “da parte da autarquia sempre houve abertura para o estabelecimento de uma parceria para a concretização desta obra, como se pode verificar com a cedência do terreno para a construção deste novo centro de saúde, mas também com a aprovação de 300 mil euros, na reunião da Assembleia Municipal de ontem, para a construção dos espaços públicos”.

Já o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, referiu que “o actual centro de saúde está localizado num prédio de habitação com 4 andares, sem elevador, e é de facto uma situação que não oferece confiança aos utentes ou qualquer condição de trabalho para os profissionais”. Manuel Delgado frisou ainda que “apesar das dificuldades financeiras que ainda temos, as opções do Governo têm que ser tomadas em função das necessidades mais prementes que os cidadãos têm e aqui estávamos perante uma necessidade efectiva, pelo que o Governo assumiu que este centro de saúde tinha que ser construído. E cá estamos para o fazer com todo o gosto e com muita satisfação. Esperemos que, como a placa diz, mais para o fim de 2018, possamos inaugurar o centro de saúde e eu cá estarei com todo o gosto a ajudar nesse momento importante”.

 A presidente do conselho directivo da Administração Regional de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo, Rosa de Matos, deixou na sua intervenção a promessa de que “quando tivermos este centro de saúde, não vamos ter utentes sem médico de família. Há um ano, quando cheguei, pensei que não era possível, mas se todos trabalharmos num processo de articulação e integração, vamos conseguir”, referiu.

 Ainda durante a manhã, foi realizada uma visita ao terreno já cedido para a construção do hospital do Seixal, sendo que, a esse respeito, o secretário de Estado, Manuel Delgado, informou que “admitimos que nos próximos 2 anos, em 2019, o hospital também esteja pronto a funcionar”.

Aliás, segundo a autarquia do Seixal, a realidade do estado de saúde daquele concelho do distrito de Setúbal aponta para cerca de “30 mil utentes, registados, sem médico de família” inscritos nas unidades de saúde do concelho do Seixal enquanto que ao nível dos recursos humanos e equipamentos na península de Setúbal, a cobertura de camas hospitalares era de “1,73 camas por mil habitantes em 2012, enquanto a nível nacional era de 3,4 camas para mil habitantes em 2010, números que se traduzem na falta de 1.302 camas hospitalares”.

Por outro lado, “na península de Setúbal existem 104 médicos/100 mil habitantes, enquanto a nível nacional o número de médicos hospitalares era, em 2011, de 196 médicos/100 mil habitantes, o que equivale a 714 médicos hospitalares em falta”. Ainda no concelho do Seixal, as dificuldades “são acrescidas pela reconhecida necessidade de construção de novas unidades de saúde de cuidados primários”. Para além da unidade cujo acordo foi hoje formalizado, “faltarão ainda uma outra em Foros de Amora e em Aldeia de Paio Pires”.

Quanto aos cuidados hospitalares, “é conhecida a sobrelotação do Hospital Garcia de Orta, o que se reflecte nos elevados tempos de espera no serviço de urgência, nas consultas externas, nas cirurgias assim como na falta de camas de internamento, pelo que é vital avançar com a construção do hospital do Seixal, assegurando a necessária complementaridade entre os cuidados de saúde primários e os cuidados de saúde hospitalares”, refere aquela autarquia.

Partilhe
ver mais