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GAZETA SETUBALENSE
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Saúde
“Somos CMS, Somos Segurança”: Seminário alertou para consumos aditivos nos locais de trabalho
ana maria santos
2018-04-24 / 20:08
FONTE: SMCI/CMS
O stress laboral, os riscos psicossociais e os efeitos e as consequências de consumos aditivos nos locais de trabalho estiveram em análise num seminário realizado esta manhã, no Cinema Charlot – Auditório Municipal, em Setúbal.

Mais de duas centenas de trabalhadores da Câmara Municipal de Setúbal participaram no encontro organizado pela autarquia, com o apoio da ACT – Autoridade para as Condições do Trabalho, no âmbito das comemorações do Dia Nacional de Prevenção e Segurança do Trabalho, assinalado a 28 de Abril.

Na sessão de abertura do II Seminário de Segurança no Trabalho “Somos CMS, Somos Segurança”, a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, garantiu que a autarquia leva muito a sério as preocupações relacionadas com o stress laboral e os riscos psicossociais no local de trabalho, nomeadamente através do GSO – Gabinete de Saúde Ocupacional.

Aquele serviço municipal, responsável pela avaliação dos postos de trabalho e dos riscos profissionais, realiza auditorias às instalações e aos locais de trabalho e encarrega-se de todas as questões relacionadas com a segurança no trabalho.

Segundo Maria das Dores Meira, o gabinete tem desenvolvido um trabalho de “combate à sinistralidade laboral e doenças profissionais, apostando na prevenção”.

O GSO promove acções de sensibilização antes do início da jornada laboral, formação em sala, consultas de medicina e enfermagem do trabalho, visitas aos locais de trabalho, avaliações de riscos profissionais e fornecimento de fardamentos e equipamentos de protecção individual.

Em 2017, o gabinete realizou 710 exames médicos periódicos e ocasionais, oito visitas aos postos de trabalho e 33 acções de formação na área da saúde e segurança no trabalho, nas quais participaram 239 trabalhadores. Foram ainda realizados 4.691 exames de enfermagem do trabalho, como despistes visuais e eletrocardiogramas, medição de tensão e vários tipos de rastreios.

“Se vos falo nestes números é apenas para vos transmitir uma noção do que é o trabalho constante que a autarquia, através do Gabinete de Saúde Ocupacional, desenvolve nesta área”, referiu a autarca.

Após a sessão de abertura, Maria de Lurdes Gomes, técnica da Unidade Local de Setúbal da ACT, deu início aos trabalhos do seminário com uma comunicação que abordou “A problemática dos riscos psicossociais nos locais de trabalho”.

A técnica da ACT sublinhou a importância da prevenção para “promover a saúde física e mental e o bem-estar dos trabalhadores”, uma vez que os riscos psicossociais podem ter “consequências graves” a nível psicológico, fisiológico e comportamental.

“Estes riscos são um grande desafio contemporâneo. São riscos que não são visíveis, mas podem provocar depressão, ansiedade, cansaço, transtornos musculosqueléticos e digestivos, desmotivação e isolamento e podem conduzir ao consumo de substâncias psicotrópicas e álcool. A avaliação destes riscos deve ser uma prioridade nas organizações.”

Alguns factores indutores de riscos psicossociais apontados por Maria de Lurdes Gomes são stress, violência no trabalho, cargas de trabalho excessivas e jornadas de trabalho longas, precariedade, difícil conciliação entre a vida familiar e profissional e elevadas exigências emocionais no trabalho.

O II Seminário de Segurança no Trabalho “Somos CMS, Somos Segurança” contou ainda com intervenções de Sofia Ferreira, técnica superior de Segurança no Trabalho da Câmara Municipal de Setúbal, que abordou um estudo de caso relativo a stress laboral na autarquia.

De seguida, o chefe da Divisão de Recursos Humanos, António Pinto, apresentou o Regulamento Municipal de Prevenção do Trabalho Sob o Efeito do Álcool, Estupefacientes ou de Substâncias Psicotrópicas e a médica do trabalho, Manuela Martins Sousa, e a enfermeira Patrícia Batista, ambas da Câmara Municipal de Setúbal, abordaram os efeitos do consumo dessas substâncias no local de trabalho.

“A intervenção da assistente social no acompanhamento dos trabalhadores” foi o tema abordado pela técnica municipal Célia Silva.

O encontro terminou com um período de debate sobre as os temas abordados ao longo da manhã, a que se seguiu uma sessão de encerramento pelo vereador dos Recursos Humanos, Manuel Pisco.

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