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GAZETA SETUBALENSE
A informação na hora certa.
Sociedade
Agente da PSP mata mulher por engano
ana maria santos
2017-11-15 / 12:33
FONTE: DR
Uma mulher, de 36 anos, foi morta esta madrugada, em Lisboa, na sequência de um assalto a uma caixa Multibanco, ocorrida cerca das 3 horas, nas instalações da Caixa Geral de Depósitos localizada em Pragal, Almada.

A vítima foi atingida por um disparo, no pescoço, quando circulava numa viatura automóvel, junto às bombas de combustível da Encarnação, na Segunda Circular, em Lisboa. O condutor da viatura terá desobedecido ao sinal de paragem dos agentes que terão confundido a sua viatura com a descrição feita da viatura dos assaltantes.

Segundo informação prestada ao jornal Gazeta Setubalense, pelo comissário Maria do Céu Viola da Silva, do Comando de Setúbal da PSP, “recebemos, via 112, um alerta, às 3 horas, dando conta de que uma caixa Multibanco havia sido assaltada, com recurso a explosão, no Pragal e fomos de imediato para o local”.

Quando os agentes chegaram “apenas puderam confirmar a ocorrência e no local não existiam vestígios dos assaltantes”, facto que, tal como é comum nestas situações, “preservamos o local da ocorrência e demos conta da mesma à Polícia Judiciária”.

Entretanto, uma testemunha ocular, que terá visto dois indivíduos naquele local e uma viatura, descreveu aos agentes o tipo de viatura que havia visualizado e que a mesma se havia colocado em fuga em direcção a Lisboa. Esta informação terá, ainda segundo a Comissário Maria do Céu Viola da Silva, “sido transmitida para o Comando de Lisboa da PSP para que estivessem atentos aos assaltantes em fuga”, garantindo, aquela responsável policial que “da nossa parte, não houve qualquer perseguição, uma vez que a nossa intervenção limitou-se somente ao local do assalto”.

Entretanto, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, que “lamenta a morte da cidadã envolvida na ocorrência”, adiantou ao jornal Gazeta Setubalense que recebeu a informação no seguimento do protocolo operacional aplicável a estas situações, através de difusão “via rádio, a todo o dispositivo policial da área de Setúbal, Lisboa e regiões adjacentes, a ocorrência do furto e as informações disponíveis sobre a mesma”.

Nessa sequência, “na 2.ª circular, em Lisboa, no sentido Benfica-Sacavém, foi detectada uma viatura suspeita com as características correspondentes à viatura usada no furto” e que os suspeitos que se faziam transportar na viatura, “ao detectarem a presença policial, encetaram, de imediato, fuga na direcção da Rotunda do Relógio, circulando em diversas vias a alta velocidade e em contramão, colocando em perigo todas as pessoas que ali se encontravam”.

Já nas imediações do Aeroporto Humberto Delgado, adianta aquele Comando, “foram efectuados por parte dos suspeitos diversos disparos com arma de fogo contra os agentes da PSP que os perseguiam, ao que estes ripostaram, igualmente recorrendo a arma de fogo”.

Pelas 3.35 horas, na zona da Encarnação, Loures, foi detectada, por elementos policiais, “uma viatura que aparentava corresponder às características da viatura suspeita, cujo condutor desobedeceu à ordem de paragem. Esta viatura, durante a fuga, tentou atropelar os polícias, que tiveram de afastar-se rapidamente para não serem atingidos e, em acto contínuo, os polícias foram obrigados a recorrer a armas de fogo. Mais à frente, a viatura voltou a desobedecer à ordem de paragem por outra equipa de polícias, tendo sido interceptada pouco tempo depois. Constatou-se, minutos depois, que na viatura seguiam um homem e uma mulher, encontrando-se a mulher ferida por impacto de projéctil de arma de fogo”.

De imediato, avança o mesmo Comando, “a cidadã ferida foi assistida pelos agentes e pelos meios de emergência chamados ao local. Apesar de todos os esforços, a vítima, acabaria por falecer. O homem que conduzia a viatura foi detido por condução sem habilitação legal, por desobediência ao sinal de paragem e por condução perigosa”.

Entretanto, a  Polícia Judiciária foi, de imediato, chamada ao local, enquanto que a PSP “determinou  a instauração de um processo de averiguações para esclarecer as circunstâncias do ocorrido” e “foi dado conhecimento da ocorrência à Inspeção Geral da Administração Interna.

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