Secções

Opinião Sociedade Economia Política Região Turismo Cultura Desporto País Especiais Emprego Tecnologia Saúde Ambiente Inovação Internacional Cartaz Directório Mundo Entrevista Exclusivo Editorial

Directório

Adicionar Entidade 

Sobre

Termos e Condições Privacidade e Cookies Acordo Ortográfico Regras da Comunidade Ficha Técnica Estatuto Editorial Contactos

Siga-nos

Facebook Twitter
Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form
Pesquisar
GAZETA SETUBALENSE
A informação na hora certa.
Sociedade
Bar “Dose Certa”: Arguidos ficam em prisão preventiva
ana maria santos
2017-10-30 / 21:33
FONTE: DR
O juiz de instrução criminal do Tribunal de Setúbal aplicou, ao início desta noite, a medida de coacção mais gravosa, prisão preventiva, aos dois homens que, na madrugada de ontem, estiveram envolvidos num tiroteio junto ao bar “Dose Certa, em Setúbal. Os dois homens, de 31 e 44 anos, são acusados de de crime de homicídio qualificado, na forma tentada e de detenção de arma ilegal.

Dois homens, de 31 e 44 anos, residentes em Setúbal, foram detidos pelo Departamento de Investigação Criminal de Setúbal da Polícia Judiciária, horas depois de terem estado envolvidos numa acção de agressão violenta contra o bar “Dose Certa”, situado no n.º 23 da  rua Guilherme Gomes Fernandes, nesta cidade, cerca das 3 horas da madrugada de ontem, 29 de Outubro.

Segundo adiantou ao jornal Gazeta Setubalense o coordenador da Polícia Judiciária de Setúbal, Vitor Paiva, a situação ocorreu depois dos detidos terem sido aconselhados a sair do referido bar, onde estavam a provocar distúrbios. Na abordagem feita na ocasião, o segurança do bar terá tido a ajuda, e apoio, de um cliente/amigo do proprietário do referido estabelecimento e frequentador habitual do mesmo.

Após terem saído, os mesmos, já acompanhados por outros indivíduos, voltaram ao local, munidos com arma(s) de fogo, tendo realizado vários disparos, com o intuito de atingir o referido amigo do proprietário, e também do segurança, daquele espaço nocturno, o que acabaram por conseguir.

Entretanto, naquele bar encontravam cerca de 100 pessoas (lotado, tendo em conta a área do mesmo) que ao aperceberem-se do que estava a acontecer, tentaram refugiar-se das mais variadas formas, nomeadamente, deitando-se no chão, criando momentos de pânico entre os que ali se encontravam.

Por esta altura, e estamos a falar em fracções de segundo, o alvo dos tiros disparados (militar de profissão), já havia fechado a porta e janelas do estabelecimento, com o objectivo de proteger quem se encontrava no seu interior.

Após, algum silêncio dos disparos no exterior, o cliente/amigo (o alvo dos disparos) do bar, saiu para a rua e voltou, novamente, a ser alvo dos presumíveis agressores, o que o levou, segundo Vitor Paiva, “a afastar-se do local, de forma a que quem ali se encontrava não fosse atingido”.

Na ocasião, a vítima, e “em legítima defesa”, utilizou uma arma de fogo, “que é sua propriedade e que legalmente pode possuir”, segundo o coordenador da PJ de Setúbal, acabando por atingir um dos agressores numa perna.

De toda esta situação resultaram três pessoas feridas: um dos presumiveis agressores, a vítima (que acabou sendo transportada para o Hospital Militar) e uma cliente que sofreu queimadura numa perna, por um suposto “raspão” de um projéctil.

No local esteve uma equipa das BIR da PSP de Setúbal, que vedou o local e, logo depois, a Polícia Judiciária, para onde a investigação do caso transitou e que, pouco depois procedia à detenção dos dois indivíduos. Na sequência das diligências realizadas, foram ainda identificados e constituídos arguidos dois outros homens, de 39 e 40 anos de idade.

Vitor Paiva faz ainda questão de sublinhar que uma das armas apreendidas, a pistola Glok, era propriedade, legal,  da vítima e que não está, "de forma alguma", relacionada com armamento furtado à PSP ou em Tancos, como tem sido divulgado.

Durante esta tarde os mesmos foram presentes a Tribunal para serem ouvidos em primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coacção que, tal como já referimos, foram de prisão preventiva para ambos.

“Foi uma situação muito complicada”

Apesar de estarmos em início de Novembro, a noite estava quente e convidava a sair de casa, conviver com os amigos, beber uns copos! Setúbal tem uma área especifica de diversão nocturna, na área ribeirinha, onde se situam a grande maioria dos bares da cidade e com uma grande movimentação de pessoas.

Ontem, a noite “decorria com normalidade”, segundo uma testemunha dos acontecimentos da última madrugada, com quem o jornal Gazeta Setubalense falou.

A nossa fonte diz ter-se apercebido de uns sons estranhos que, desde logo “não consegui identificar! Aliás, só quando ouvi o.... (a vítima) gritar: deitem-se no chão!, é que percebi que o bar estava a ser atingido a tiro”.

Segundo o mesmo testemunho, foram momentos “muito complicados” , ninguém “conseguia perceber o que se estava a passar” e “eu só acho que poderia ter acontecido uma tragédia”.

Ainda segundo a mesma testemunha, duas das pessoas que se encontravam no grupo terão fugido antes da chegada das autoridades. Aliás, facto comprovado pela PJ que adianta que no grupo agressor estariam, “provavelmente, mais duas pessoas que não tiveram participação directa” nos acontecimentos.

Partilhe
ver mais