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Sociedade
Festival da Liberdade: Nota negativa que (ainda) pode ser resolvida
ana maria santos
2017-06-17 / 02:47
FONTE: Gazeta Setubalense
Não fossem as tendas montadas ao longo do Parque Urbano de Albarquel, em Setúbal, o dia seria igual a tantos outros naquele local da cidade, procurado por dezenas de pessoas que ali encontram, a sombra, o sossego e a frescura da água para momentos de descontração e lazer. Mas hoje era um dia diferente. O Festival Liberdade 2017, uma iniciativa da Associação dos Municípios da Região de Setúbal havia começado e, para além dos habituais frequentadores, o recinto apresentava propostas, culturais e musicais, várias.

Há festa no Parque Urbano de Albarquel e, apesar do intenso calor, desde meio da tarde de ontem que foram muitos os que se dirigiram para o local tal como nós que, acompanhados por dois “velhos” colegas de profissão, optámos por chegar bem cedo ao recinto.

Nada de novo a assinalar. Muitas pessoas a aproveitarem o pequeno areal e a água do rio (espaço onde se encontra vária sinalização de aviso de que aquele não é um espaço balnear e que existem perigos associados), vários outros em brincadeiras feitas à sombra das árvores, actividades nas tendas temáticas do recinto, nomeadamente na tenda da Juventude e na zona de Desporto. Ou seja, não fossem as tendas espalhadas, teria sido um dia normal no PUA.

Mas não era, mesmo. A Associação de Municípios da Região de Setúbal havia escolhido esta cidade, para a edição de 2017 da realização do Festival Liberdade, iniciativa que reúne todos os municípios na divulgação do que de melhor se faz a nível associativo em toda a região criando, através deste festival, a oportunidade dos mesmos mostrarem a sua actividade, os seus projectos e a sua visão quanto ao futuro.

A par da mostra, o evento tem sempre associados concertos com os melhores grupos musicais portugueses que, no caso deste ano, foram Bezegol, Diogo Piçarra e Amor Electro, ontem e, hoje, já daqui a pouco, Supernova, Capicua e Xutos & Pontapés.

Mas vamos ao que interessa! Tal como já referi, o ambiente estava fantástico, as pessoas divertiam-se, o recinto foi começando a encher (mais ainda) depois das 20 horas, as filas foram aumentando frente aos espaços de venda de comidas e bebidas, os concertos começaram e o Parque Urbano de Albarquel transformou-se numa imensa massa de gente que, ou estava a assistir aos concertos, ou estava a inteirar-se do que as tendas temáticas tinham para transmitir, ou estavam a assistir a exibições várias, de dança, artes teatrais, desporto ou, simplesmente, na beira do rio a ouvir as bandas em palco e a tentar refrescar-se do calor, humano e ambiental, do recinto.

No entanto, e quando tudo fazia daquela uma noite perfeita, demo-nos conta de uma falha, grave, na organização do evento: O acesso ao local que era, também, o acesso para a saída do mesmo.

Como todos os que conhecem o PUA, o recinto tem duas entradas. A principal, a partir da avenida José Mourinho e a outra, a partir da EN10-4, que dá acesso a um restaurante e, por sua vez, ao dito Parque.

Ora, acontece, que o acesso de cima, através da EN10, esteve encerrado ontem à noite, ficando, como único acesso a entrada principal o que levou, principalmente a partir das 21/22 horas, a que quem ali chegava se fosse concentrando junto ao palco principal, obstruíndo o acesso a quem entrava e a quem pretendia sair, criando naquele local uma massa humana que, para o bem, dificultavam, em muito, a circulação no local e, para o mal, se algum “engraçadinho” tivesse a infeliz ideia de, por exemplo, rebentar um petardo, iria ser complicado!!

Gostámos muito do que vimos, as pessoas estavam a divertir-se (nota importante), os espectáculos, cada um deles, não foi longo, apenas o suficiente para satisfazer os fãs mas, sinceramente, o acesso ao recinto tem que ser revisto, mesmo que faltem poucas horas para a enchente que o PUA irá ter com as bandas em palco, já esta noite.

Nota: Com tanta força policial no recinto, pública e privada, basta, sugerimos nós, não deixar quem entra “estacionar” na lateral do palco. Ou, criar duas barreiras (uma de entrada e outra de saída) de circulação o que, desde logo, irá evitar a concentração de pessoas naquele local.

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